Otan discute nova estratégia e transição afegã

Técnico faz últimos ajustes em câmera na sede da cúpula da Otan, em Lisboa
Image caption Cúpula da Otan reúne 57 líderes mundiais em Lisboa

A reunião de cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), que começou nesta sexta-feira em Lisboa, tem três temas em pauta: a redefinição do conceito estratégico da aliança, a passagem do poder militar no Afeganistão para as forças afegãs e o sistema de defesa antimísseis.

No total, 57 líderes mundiais estarão reunidos durante o fim de semana na capital portuguesa, entre eles o presidente americano, Barack Obama.

Além dos 28 membros da aliança, estarão em Lisboa os seis países da União Europeia que não integram a Otan, o presidente russo Dmitry Medvedev, o presidente do Afeganistão, Hamid Karzai e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Em relação à nova estratégia, a Otan deve discutir formas de combater inimigos como o terrorismo, o crime organizado, o tráfico de drogas e o tráfico de pessoas.

Como esses problemas são globais, deverão ser feitas parcerias com outras regiões do globo – uma das propostas é realizar uma parceria com o Mercosul.

Defesa nuclear

Em relação ao sistema de defesa antimíssil, a Otan deverá estender seu escudo a toda a Europa.

A cúpula da organização, com a participação do presidente russo, tem como objetivo trazer para dentro do sistema de defesa a Federação Russa.

Nesse ponto, ainda está na mesa uma divergência. O documento inicial colocava claramente como ameaça a possibilidade de o Irã desenvolver bombas nucleares, mas a Turquia quer preservar um canal de diálogo com o regime iraniano.

Por isso, é provável que, na declaração final, a ameaça fique em um genérico "defesa coletiva do Ocidente".

Sobre a questão nuclear, o novo conceito estratégico afirma que a Otan é uma aliança nuclear e que vê nesta capacidade sua forma principal de dissuasão.

Afeganistão

No sábado, na reunião sobre o Afeganistão, deverá ser discutida uma mudança de estratégia no país e a passagem da responsabilidade pela segurança para os próprios afegãos.

Da atual fase – chamada de estabilização –, a intervenção passará para uma transição do poder militar e das tarefas de combate para o Exército e a polícia do Afeganistão.

O objetivo é retirar todas as tropas de combate estrangeiras até 2014 ou 2015 – a previsão é que não haja uma data precisa e que isso vai depender da evolução militar e política no país.

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