Rio amplia operação para conter ataques

O governo do Rio de Janeiro ampliou nesta terça-feira uma operação para conter a série de ataques ocorridos no Estado desde o domingo.

Segundo a Polícia Militar, duas pessoas morreram e sete foram detidas em operações na capital fluminense nesta terça. A PM diz que apreendeu drogas, armas e explosivos nas incursões.

O órgão afirmou que 1.200 policiais foram deslocados dos quartéis para as ruas, e que 18 favelas da capital fluminense e de cidades vizinhas foram ocupadas.

“Diminuímos até o número de folgas para que isso pudesse ser realizado. (...) Vamos buscar os grupos envolvidos neste tipo de vandalismo e já estamos colocando mais blitze”, disse, em nota, o coordenador da Comunicação Social da PM, coronel Lima Castro.

Desde o domingo, criminosos têm feito arrastões e queimado carros no Rio. Na manhã desta terça-feira, duas pessoas morreram e uma se feriu após um carro ser alvejado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Em Araruama, na região dos Lagos, dois policias foram mortos na noite de segunda.

O governador do Estado, Sérgio Cabral, atribuiu os ataques às ações de pacificação nas favelas da cidade, com a implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

Nesta terça, de acordo com a Agência Brasil, Cabral pediu ao presidente Lula reforço no efetivo de policiais rodoviários federais.

Após a conversa, Lula teria determinado ao ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, que apoiasse o combate à violência no Rio.