Presos nas operações no Rio serão levados para fora do Estado, diz secretaria

Os criminosos que forem presos nas operações em andamento no Rio de Janeiro serão transferidos para presídios federais fora do Estado, assim como os detentos suspeitos de orquestrar ataques de dentro dos presídios. As informações são da Secretaria de Segurança Pública fluminense.

De acordo com Roberto Sá, subsecretário de Planejamento e Integração Operacional, dez criminosos estão sendo transferidos para o presídio de Catanduvas, no Paraná, ainda nesta sexta-feira. Nove deles foram presos na Vila Cruzeiro, enquanto o décimo comandava ações de dentro da prisão.

Roberto Sá afirmou que já há autorização da Justiça para que todos que forem presos nesses ataques sejam retirados do Estado.

A chegada dos 800 para-quedistas do Exército para contornar o perímetro da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão, para onde cerca de 200 traficantes fugiram na quinta-feira, foi marcada por um tiroteio na tarde desta sexta. Pelo menos três militares e três civis ficaram feridos.

De acordo com Sá, o foco das operações ainda é a Vila Cruzeiro. Mas o Complexo do Alemão também está na mira: “Vai haver esta incursão e no momento adequado vocês vão saber”, disse. O Complexo Alemão virou refúgio para os cerca de 200 traficantes que fugiram da Vila Cruzeiro na quinta-feira.

Eles escaparam da operação policial realizada para acabar com os ataques que vêm sendo realizados no Rio desde domingo. A operação conseguiu ocupar a favela, considerada um dos maiores redutos do tráfico no Rio.

Há cinco dias, uma série arrastões e queima de veículos acontece em vários pontos da cidade. Os ataques são vistos como uma reação à política de segurança do Estado, que, por meio das Unidades de Polícia Pacificadora, vem reduzindo o território sob domínio de facções criminosas.

As UPPs começaram a ser implantadas quase dois anos atrás e hoje estão em 12 comunidades do Rio, fazendo o tráfico perder espaço e migrar para outras áreas.