América Latina

Manifestantes entram em choque com a polícia no Haiti

Haiti

Haitiano mostra cartão vermelho para pedir a saída de René Préval

Centenas de haitianos que pediam a anulação das eleições presidenciais da semana passada entraram em choque com a polícia neste domingo, no centro da capital Porto Príncipe.

Os manifestantes lançaram pedras contra os policiais, enquanto tentavam chegar ao palácio presidencial.

Segundo o jornal Miami Herald, o protesto reuniu mais de mil pessoas e só terminou quando elas conseguiram derrubar a barreira que protegia o palácio – o que fez a polícia reagir usando gás lacrimogêneo.

Durante a marcha, muitos manifestantes carregavam cartões vermelhos para pedir a saída do presidente René Préval e também da missão da ONU no país (Minustah). O Brasil lidera as tropas militares da Minustah.

Opositores

Essa foi a segunda manifestação desse tipo, convocada por políticos da oposição, em três dias. Um dos candidatos opositores, Charles Henri Baker, liderava a passeata.

O resultado da votação de 28 de dezembro só será divulgado na terça-feira, mas a maioria dos observadores internacionais já afirmou que houve fraude.

No entanto, a missão conjunta da Organização dos Estados Americanos (OEA) e do grupo regional do Caribe Caricom considerou a eleição válida, apesar das "sérias irregularidades".

Observadores temem que a situação do Haiti, já caótica por causa do terremoto e do surto de cólera, torne-se ainda mais grave após a divulgação do resultado da eleição, que pode causar novos protestos.

A ONU afirmou que a epidemia de cólera no país deve afetar um número muito maior de habitantes do que o inicialmente previsto.

Cerca de 650 mil pessoas podem ser infectadas nos próximos seis meses, segundo a nova estimativa. Além disso, a organização disse acreditar que o número de mortos seja o dobro do que o número oficial de 1800 vítimas.

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