Natureza

ONG britânica oferece cursos para salva-vidas de baleia

SALVADORES DE BALEIAS

  • Foto: British Divers Marine Life Rescue
    Uma entidade britânica está oferecendo cursos para voluntários que queiram se tornar especialistas em primeiros socorros de mamíferos marinhos. (Foto: British Divers Marine Life Rescue)
  • Foto: British Divers Marine Life Rescue
    A ONG British Divers Marine Life Rescue (BDMLR) já formou 2.500 especialistas que ficam de prontidão em vários pontos do país para salvar mamíferos marinhos encalhados nas praias da Grã-Bretanha. (Foto: British Divers Marine Life Rescue)
  • Foto: British Divers Marine Life Rescue
    Segundo especialistas, o número de encalhamentos tem aumentado e atualmente chega a 500 por ano. Este golfinho foi encontrado em New Haven, sul da Inglaterra. (Foto: British Divers Marine Life Rescue)
  • Foto: British Divers Marine Life Rescue
    A entidade possui vários tipos de equipamentos posicionados em locais estratégicos em todo o país. Há barcos de resgate, dispositivos de flutuação e kits para desembaraçá-los de redes. (Foto: British Divers Marine Life Rescue)
  • Foto: British Divers Marine Life Rescue
    Focas também são resgatadas pelo grupo, fundado em 1990 e que se baseia inteiramente em trabalho voluntário, com membros de prontidão 24 horas por dia durante o ano todo. (Foto: British Divers Marine Life Rescue)
  • Foto: British Divers Marine Life Rescue
    Este golfinho de nariz de garrafa foi um dos últimos resgatados pelo BDMLR; redes de pesca, choques entre barcos e poluição são as maiores ameaças aos cetáceos. (Foto: British Divers Marine Life Rescue)
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    Segundo o presidente da BDMLR, Alan Knight, não é necessária qualquer experiência prévia em mergulho ou em medicina para se tornar voluntário do grupo. (Foto: British Divers Marine Life Rescue)
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    Mais um golfinho nariz de garrafa resgatado; outra possível explicação para o aumento nos encalhamentos, mais positiva, seria o aumento nas populações em consequência das restrições à pesca. (Foto: British Divers Marine Life Rescue)
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    Resgate de cetáceos tem de ser cuidadoso: se músculos do animal se rompem, ocorre a liberação de uma substância que bloqueia o funcionamento dos seus rins. (Foto: British Divers Marine Life Rescue)
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    Médicos monitoram batimentos cardíacos de baleia que ficou encalhada em um trecho londrino do rio Tâmisa. (Foto: British Divers Marine Life Rescue)
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    Apesar da mobilização do corpo de bombeiros, da polícia e da autoridade portuária de Londres, a baleia acabou morrendo. (Foto: British Divers Marine Life Rescue)
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    Foca em Southease, no sul da Inglaterra. (Foto: British Divers Marine Life Rescue)

Uma entidade britânica está oferecendo cursos para voluntários que queiram se tornar especialistas em primeiros socorros de mamíferos marinhos.

A ONG British Divers Marine Life Rescue (BDMLR) já formou 2.500 especialistas que ficam de prontidão em vários pontos do país para salvar mamíferos marinhos - entre eles, golfinhos e baleias - encalhados nas praias da Grã-Bretanha.

Segundo especialistas, o número de encalhamentos tem aumentado e atualmente chega a 500 por ano.

Em um caso recente, o diretor da entidade, o biólogo Alan Knight, viajou por terra, água e ar para atender a um chamado de emergência: uma baleia corcunda corria risco de vida porque sua cauda havia ficado presa em uma corda na região das ilhas Shetlands, na costa da Escócia.

Mas o resgate que empolgou os britânicos ocorreu em 2006, quando a BDMLR participou da operação de salvamento de uma baleia que ficou encalhada em um trecho londrino do rio Tâmisa.

A mega-operação, que teve participação também do corpo de bombeiros, da polícia e da autoridade portuária de Londres, foi transmitida ao vivo pela TV britânica.

Infelizmente, a baleia, da espécie Hyperoodon ampullatus, ou nariz de garrafa do norte, acabou morrendo.

Porém, em entrevista à BBC, Alan Knight disse que ele e sua equipe aprenderam lições valiosas com a experiência.

"Estudos de patologia nessa e em outras baleias que morreram durante resgates nos ajudaram a entender o que acontece quando as baleias encalham na praia", disse o biólogo. "Como resultado, nós mudamos nossos procedimentos."

Segundo Knight, quando os músculos da baleia se rompem, ocorre a liberação de uma substância chamada mioglobina, que bloqueia o funcionamento dos rins do animal, contribuindo para a sua morte.

"Hoje em dia, sabemos que, para evitar o sofrimento do animal, devemos fazê-lo dormir antes de tentar resgatá-lo".

Encalhamentos

Estudos feitos por especialistas em todo o mundo mostram que as baleias, assim como outros cetáceos, estão sob crescente ameaça por atividades humanas.

Entre os perigos, estão redes de pesca lançadas por navios pesqueiros, choques entre barcos e animais e substâncias poluentes que enfraquecem sua imunidade.

No caso específico das baleias, os cientistas acreditam que o sistema natural de orientação que utilizam para navegar pelos mares esteja sendo perturbado pelos sonares de navios de guerra.

Isso poderia explicar, ao menos parcialmente, um aumento de 25% no número de encalhamentos registrado em anos recentes.

Tomando como exemplo o caso da baleia que encalhou no Tâmisa, Alan Knight especula:

"Sabemos do que essas baleias se alimentam e sabemos que esse tipo de alimento não está disponível no Mar do Norte. Ela deveria ter cruzado pelo topo da Escócia, em direção às águas profundas do Atlântico Norte."

"Acreditamos que ela estava tentando nadar para o oeste, seguindo a rota normal de migração, mas acabou entrando no Tâmisa. Aquela baleia já devia estar em sofrimento considerável quando desceu (para o Tâmisa)", disse o biólogo.

Uma outra possível explicação, mais positiva, para o aumento nos encalhamentos, seria o aumento nas populações de baleias em consequência das restrições à pesca.

ONG

A BDMLR foi fundada em 1990 e se baseia inteiramente em trabalho voluntário, com membros de prontidão 24 horas por dia durante todo o ano.

A entidade treina especialistas em primeiros socorros de mamíferos marinhos e possui vários tipos de equipamentos posicionados em locais estratégicos em todo o país. Há barcos de resgate, dispositivos de flutuação para os animais e kits para desembaraçá-los de redes, entre outros materiais.

Alan Knight, que também é presidente da ONG International Animal Rescue, disse que não é necessária qualquer experiência prévia em mergulho ou em medicina para se tornar voluntário.

"Eu encorajaria qualquer um a integrar nossa equipe. É uma experiência muito gratificante".

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