Grã-Bretanha

David Cameron condena ataque a carro do príncipe Charles

  • A cidade de Londres foi cenário na quinta-feira de episódios de violência durante protestos contra o aumento nos custos da educação universitária. Acima, a vista do Big Ben de uma cabine telefônica vandalizada. Crédito: Getty Images
  • Milhares de estudantes se reuniram em frente ao Parlamento para acompanhar a votação, que foi aprovada por uma pequena maioria.
  • Acima, Charles Gilmour, filho do guitarrista do grupo Pink Floyd, David Gilmour, se une aos manifestantes. Crédito: AP
  • A polícia afirma que 12 policiais e 43 manifestantes foram feridos nos protestos. Crédito: Reuters
  • Uma concentração também foi realizada na frente do prédio do Tesouro, nas proximidades do Parlamento. Crédito: AFP
  • Acima, policiais protegem uma árvore de Natal na Trafalgar Square. A polícia afirma que 33 pessoas foram presas. Crédito: AP
  • Protestos pacíficos ocorreram em diversas partes do país. Acima, uma das manifestações realizada na galeria londrina Tate Modern.
  • Manifestantes vandalizaram lojas na Oxford Street, uma das mais importantes para o comércio na capital britânica. Crédito: AP
  • O carro do príncipe Charles teve uma janela quebrada quando passou pela multidão a caminho de um teatro. Nem ele ou sua mulher ficaram feridos. Crédito: AP

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, condenou nesta sexta-feira o ataque do dia anterior ao carro que levava o príncipe Charles, herdeiro do trono inglês, e sua mulher Camilla Parker-Bowles.

O carro ficou preso em meio a uma manifestação de estudantes no centro de Londres e foi atingido por bolas e tinta.

Uma janela foi quebrada, mas o casal, que se dirigia ao teatro London Palladium, não se feriu.

Em comunicado, o primeiro-ministro disse que é preciso aprender lições com as falhas de segurança que permitiram que os manifestantes atacassem o carro.

Cameron disse ainda que, apesar dos erros, o incidente não foi culpa da polícia, e sim dos manifestantes.

"A responsabilidade de destruir propriedade alheia e da violência é das pessoas que perpetraram esta violência e eu quero vê-las presas e punidas corretamente."

O premiê disse que os responsáveis devem ser punidos

Um porta-voz da família real disse que o casal real "compreende completamente as dificuldades que a polícia enfrenta e são sempre muito gratos à polícia pelo trabalho que fazem em circunstâncias difíceis".

Os estudantes protestavam contra a aprovação, pelo Parlamento britânico de uma medida que prevê o aumento dos cursos da educação universitária no país.

Pelo projeto, o piso das anuidades dos empréstimos em universidades inglesas pode chegar a 9 mil libras (R$ 24 mil) três vezes mais do que hoje.

'Vândalos'

Milhares de estudantes se reuniram em Londres para acompanhar a votação. Depois que a medida foi aprovada por uma pequena maioria de parlamentares, o protesto ficou violento.

O comissário da Polícia Metropolitana Paul Stephenson chamou os manifestantes de "vândalos" e disse que o incidente será detalhadamente investigado.

Os estudantes criticaram as ações da polícia e disseram que a violência policial provocou a situação.

A Comissão Independente de Reclamações contra a Polícia está investigando a alegação de que o estudante universitário Alfie Meadows, de 20 anos, ficou com sérios ferimentos na cabeça após ser atingido por um cassetete.

A polícia disse que os estudantes usavam "sinalizadores luminosos, bastões, bolas de sinuca e bolas de tinta".

A Scotland Yard disse que 12 policiais e 43 manifestantes foram feridos e 33 pessoas foram presas. A maioria delas foi solta após pagar fiança, e não houve acusações.

BBC © 2014 A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo de sites externos.

Esta página é melhor visualizada em um navegador atualizado e que permita o uso de linguagens de estilo (CSS). Com seu navegador atual, embora você seja capaz de ver o conteúdo da página, não poderá enxergar todos os recursos que ela apresenta. Sugerimos que você instale um navegados mais atualizado, compatível com a tecnologia.