Júri francês condena ex-lojista que roubava bancos junto do filho

Uma mulher que roubou bancos acompanhada de seu filho foi condenada a dez anos de prisão pela Justiça da França.

Fabienne Lévy, 51 anos, formada em Direito e ex-proprietária de uma butique de roupas no leste da França, foi acusada de cometer quatro roubos à mão armada e uma tentativa de assalto contra agências bancárias francesas e alemãs entre 2006 e 2007.

No total, ela havia roubado 175 mil euros (cerca de R$ 392 mil). Seu filho, Jérémie, hoje com 21 anos, era menor de idade na época dos crimes.

Acusado de cumplicidade por ter levado sua mãe de carro aos locais dos assaltos, ele foi condenado nessa quarta-feira a cinco anos de prisão, mas poderá cumprir dois anos em liberdade condicional.

Após o anúncio da sentença, Lévy, que teve, segundo a imprensa francesa, um comportamento “insolente” durante o julgamento, chamou os membros do tribunal de “bando de bastardos” e ameaçou se jogar pela janela.

Ela declarou durante o julgamento, realizado no Tribunal Penal de Metz, no leste da França, que cometeu os crimes “para se vingar dos sistemas bancários e judiciários que a trituraram”.

Roubos após falência

A mulher disse que se tornou uma assaltante de bancos após ter sido condenada pela Justiça trabalhista francesa a pagar uma indenização de mais de 76 mil euros (R$ 170 mil) a uma de suas ex-funcionárias, o que levou sua empresa à falência.

Após esse problema financeiro, ela se divorciou e encontrou um companheiro que a envolveu em um assalto de carro, o que a levou à sua primeira pena de prisão.

Lévy diz que, após a falência de sua butique, o sistema bancário não permitiu que ela conseguisse superar as dificuldades.

“Quando eu era comerciante, os banqueiros me estendiam o tapete vermelho. Quando os problemas apareceram, eles me trataram como menos do que nada”, afirmou.

Peruca e óculos escuros

Lévy reconheceu ter cometido os assaltos usando peruca e óculos escuros. Para atenuar os fatos, ela afirmou não ter cometido nenhum ato de violência durante os crimes e ter usado armas fictícias.

“Eu os cumprimentava dizendo ‘bom dia’ ou ‘boa tarde’ quando entrava no banco”, disse a acusada.

“As vítimas tiveram uma pistola apontada sobre elas. A violência existe”, afirmou a procuradora Caroline Charlier, afirmando que Lévy escolheu armas que se pareciam muito com as de verdade.

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