Britânico acusado por morte de mulher em lua-de-mel é solto

O casal Dewani em foto de casamento
Image caption Casal foi sequestrado ao passar de táxi por favela na Cidade do Cabo

A Justiça da Grã-Bretanha concedeu liberdade, após pagamento de fiança, ao britânico suspeito de ter mandado matar sua mulher durante a lua-de-mel na África do Sul.

Shrien Dewani, 30, empresário originário de Bristol, foi preso por suposta participação no assassinato da sueca Anni Dewani, 28, em 13 de novembro. Ambos foram sequestrados quando passavam de táxi por uma favela na periferia da Cidade do Cabo. Depois, ele foi libertado sem ferimentos, mas ela foi encontrada morta a tiros.

No último dia 7, o motorista de táxi sul-africano Zola Tongo disse à Justiça local que Shrien teria lhe pagado 15 mil randes (cerca de R$ 3,7 mil) para matar sua mulher. Shrien nega.

Em audiência em Londres, onde Shrien estava detido após se entregar, a Justiça lhe concedeu liberdade sob fiança de 250 mil libras (R$ 670 mil) e sob a condição de que ele use um rastreador eletrônico e reporte à polícia diariamente.

Ele foi visto deixando a prisão de Wandsworth às 15h30 (horário de Brasília) desta sexta-feira.

África do Sul

Já autoridades sul-africanas, que haviam se oposto à ideia de que Shrien fosse libertado sob fiança, alegam que sua libertação dificultará sua presença em uma eventual audiência de extradição.

O país deve realizar um julgamento do caso e prepara o pedido de extradição do acusado.

Bem Watson, que representou o governo sul-africano na audiência, disse que havia novas provas e vídeos mostrando que Shrien havia pago para que sua mulher fosse morta, apenas duas semanas após o casamento. Os motivos não estão claros.

O juiz responsável pelo caso na Grã-Bretanha aceitou o pedido de fiança alegando que “Dewani acredita genuinamente que uma investigação pode inocentá-lo” e que era improvável que o acusado fugisse, já que o caso o tornou conhecido.

A advogada de defesa, Clare Montgomery, diz que bandidos desesperados por evitar serem condenados à prisão perpétua estão tentando implicar seu cliente no assassinato de Anni.

Cúmplices

O taxista Tongo foi condenado no último dia 7 a 18 anos de prisão após um acordo com a Justiça para confessar o crime.

Ele foi indiciado por assassinato, sequestro, roubo com circunstâncias agravadoras e obstrução à Justiça.

Duas outras pessoas, Xolile Mnguni, e Mziwamadoda Qwabe, são acusados de cumplicidade no crime e devem ser julgados por assassinato, roubo agravado e sequestro.

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