Portugal dá status de embaixada à missão palestina no país

O presidente de Portugal, Aníbal Cavaco Silva
Image caption Presidente português recebeu as credenciais do embaixador palestino

Portugal elevou o status da representação diplomática palestina baseada no país, reconhecendo-a como uma embaixada.

O governo português afirma, no entanto, que a mudança de status – já promovida também por França e Espanha – não significa o reconhecimento do Estado palestino, conforme relata a correspondente da BBC em Lisboa, Alison Roberts.

Já no caso da França, o governo havia anunciado em julho que sua decisão de elevar o status da delegação geral palestina era um incentivo ao avanço das negociações por um Estado palestino até 2012.

Nos últimos dias, Brasil, Argentina e Uruguai emitiram comunicados dizendo que reconhecem o Estado palestino dentro das fronteiras de 1967 (antes de a Cisjordânia e a faixa de Gaza serem ocupadas por Israel, na Guerra dos Seis Dias).

No caso brasileiro, um comunicado do Itamaraty informava que o reconhecimento era uma resposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a um pedido feito por carta pelo presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.

Na ocasião, a Chancelaria brasileira disse que a decisão - elogiada pelos palestinos e criticada por Israel - foi "mais uma sinalização política" do que uma mudança prática.

O passo foi considerado “contraproducente” pelos EUA, que tentam reavivar as negociações de paz israelo-palestinas. No entanto, os esforços americanos para que Israel congelasse seus assentamentos na Cisjordânia – passo tido como crucial para as negociações – não deram frutos.

Credenciais

Nesta sexta-feira, o presidente português, Aníbal Cavaco Silva, recebeu as credenciais do embaixador palestino, Mufeed M. Shami, segundo o site da Presidência portuguesa.

A correspondente Roberts explica que, em geral, o reconhecimento de uma embaixada pelo país-sede constitui o reconhecimento do Estado que abriu a missão diplomática.

Mas a decisão portuguesa não implica o reconhecimento de um Estado palestino, segundo a Chancelaria do país ibérico.

Os palestinos, por sua vez, dizem que, caso não haja avanços nas negociações com Israel, levarão a petição de criação de seu Estado diretamente ao Conselho de Segurança da ONU.

Notícias relacionadas