Europa

Explosões na Suécia foram 'crime de terror', dizem autoridades

Para executar este conteúdo em Java você precisa estar sintonizado e ter a última versão do Flash player instalada em seu computador.

Executar com Real Media Player OU Windows Media Player

As autoridades suecas qualificaram de "crime de terror" as duas explosões que mataram uma pessoa na capital do país, Estocolmo, neste sábado.

Ao condenar os ataques, o premiê sueco Fredrik Reinfeldt disse que o episódio era "inaceitável" em uma "democracia que funciona bem". "Quem se sente frustrado ou com raiva tem a oportunidade de expressar isso sem recorrer à violência", disse.

Em sua página no Twitter, o chanceler do país, Carl Bildt, disse que o ocorrido foi um "ataque suicida" fracassado, mas “extremamente preocupante” e que poderia ter sido catastrófico se bem-sucedido.

Policial sueco

Policial patrulha rua alvo de ataque no sábado

As explosões ocorreram na noite de sábado, em ruas movimentadas no centro de Estocolmo, a 250 metros de distância entre si. Duas pessoas ficaram feridas.

Uma das explosões foi atribuída a um carro-bomba, que continha recipientes com gás, segundo a polícia. No local foi encontrado o corpo de um homem que é suspeito de ter perpretado os ataques. Há testemunhas alegando que o viram e que ele carregava explosivos.

"Até onde sabemos, parece que ele trabalhava sozinho. Mas ainda precisamos nos assegurar disso", afirmou o diretor de operações da polícia, Anders Thornberg.

Se as investigações confirmarem que se tratou de um atentado, terá sido o primeiro do tipo na Suécia.

Um site islâmico disse que o suspeito pelos atentados era um iraquiano que morava na Suécia.

Afeganistão e caricaturas

Uma agência de notícias sueca disse ter recebido um e-mail ameaçador dez minutos antes de as explosões ocorrerem.

Segundo a agência, o e-mail tinha dois arquivos de áudio - em sueco e árabe - contendo queixas à Suécia com relação à Guerra do Afeganistão, à publicação de caricaturas do profeta Maomé na imprensa e à "opressão" aos muçulmanos.

A mensagem também dizia que era hora de o povo sueco morrer "como nossos irmãos e irmãs", relatou Mats Johansson, editor da agência, à BBC News.

Imagem de vídeo de bombeiro após explosão

Explosões ocorreram a 250 metros de distância

A Suécia tem cerca de 500 soldados atuando no Afeganistão como parte da coalizão internacional que opera no país.

O país havia elevado em outubro seu alerta de segurança alegando “alterações de atividades” de grupos baseados no país, que poderiam estar planejando ataques. Também foi feito um alerta aos cidadãos suecos para possíveis ataques extremistas.

Conhecida por sua abertura e tolerância, a Suécia viu suas tensões internas crescerem recentemente, diz o correspondente da BBC no país Stephen Evans. As dificuldades econômicas elevaram o ressentimento contra os imigrantes, ao mesmo tempo em que islâmicos aderiram a organizações militantes.

Em setembro passado, o partido Democratas Suecos, com plataforma anti-imigração, obteve 20 assentos no Parlamento, após receber 5,7% dos votos.

Neste domingo, o imã da principal mesquita de Estocolmo, Hassan Mussa, disse em comunicado que condenava "todas as formas de ataques, violência e ameaças contra inocentes, sob quaisquer motivos ou pretextos".

BBC © 2014 A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo de sites externos.

Esta página é melhor visualizada em um navegador atualizado e que permita o uso de linguagens de estilo (CSS). Com seu navegador atual, embora você seja capaz de ver o conteúdo da página, não poderá enxergar todos os recursos que ela apresenta. Sugerimos que você instale um navegados mais atualizado, compatível com a tecnologia.