Acusados de matar homossexual em Londres são considerados culpados

Ruby Thomas e Joel Alexander (PA)
Image caption Ruby Thomas (esq.) e Alexander espancaram Ian Baynham

Duas pessoas que espancaram um homem homossexual em uma praça no centro de Londres em 2009 foram condenadas por homicídio culposo nesta quinta-feira.

Ian Baynham, de 62 anos, foi atacado em Trafalgar Square em setembro de 2009 e morreu 18 dias depois.

Ele recebeu socos de Joel Alexander, de 20 anos, e então foi pisoteado várias vezes pela jovem Ruby Thomas, enquanto estava inconsciente, no chão.

Baynham, que era funcionário público, tinha saído com um amigo, Philip Brown e estava na região central de Londres quando Thomas começou a ofendê-lo de forma homofóbica.

Ele então a enfrentou e a briga começou, Thomas tentou acertá-lo com sua bolsa, que foi agarrada pela vítima.

Joel Alexander interveio e acertou um soco em Baynham, jogando-o no chão. A vítima bateu a cabeça na calçada e desmaiou, sendo pisoteado no peito e cabeça por Thomas. Baynham sofreu lesão cerebral grave.

Outra adolescente que teria participado do ataque, Rachael Burke, de 18 anos, foi considerada culpada pela briga e inocentada da acusação de homicídio culposo.

Eles serão sentenciados apenas em 2011.

'Alcoolizadas'

O promotor Brian Altman afirmou durante o julgamento nesta quinta-feira que as adolescentes estavam sob o efeito de "grandes quantidades de álcool" no momento do ataque contra Baynham.

Image caption Baynham estava passeando em Londres quando foi atacado

"Existem provas de que as acusadas então começaram a chutar Baynham, que ainda estava caído, claramente inconsciente", afirmou.

"Transeuntes chocados viram os vários pisoteamentos em seu peito e os chutes em sua cabeça", acrescentou.

A irmã de Ian Baynham, Jenny, de 59 anos, afirmou que não consegue entender a morte de seu irmão.

"Fiquei horrorizada com o que aconteceu e acho difícil entender o porquê uma pessoa poderia ter o atacado daquela forma. Parece tão irônico que a vida dele tenha acabado de forma tão horrível e sem sentido nas ruas de Londres, que ele amava tanto", afirmou.

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