Senado dos EUA aprova pacto nuclear com a Rússia

Míssil (foto:Departamento de Defesa dos EUA)
Image caption O Start prevê a redução dos arsenais dos dois países

O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira um pacto nuclear com a Rússia que prevê a redução dos arsenais nucleares dos dois países.

Setenta e um senadores votaram a favor do tratado, conhecido como Tratado Estratégico de Redução de Armas (Start, na sigla em inglês), cuja ratificação é vista como fundamental para as boas relações entre Moscou e Washington. Outros 26 parlamentares rejeitaram o projeto.

A ameaça de que o texto não fosse aprovado pelo senado levou figuras-chave do governo a se mobilizar para convencer parlamentares republicanos a respaldar o tratado.

No final, vários senadores republicanos, integrantes da oposição ao presidente Barack Obama, acabaram aprovando a proposta.

Ameaças

O tratado, assinado em abril por Obama e pelo presidente russo, Dmitry Medvedev, espera agora aprovação pelo Parlamento em Moscou, o que deve ocorrer no ano que vem.

Segundo o correspondente da BBC em Washington Iain Mackenzie, a oposição vinha ameaçando adiar a aprovação do Start para o ano que vem, alegando que o pacto iria restringir a capacidade de os Estados Unidos desenvolver um sistema de defesa antimísseis no futuro.

Eles também exigiram do governo que mais verbas fossem investidas na atualização do arsenal que permanecesse, caso o texto fosse aprovado.

O governo russo já havia publicamente criticado a possibilidade de que o texto do acordo, resultado de uma delicada negociação, fosse mudado pelos senadores em Washington.

Na segunda-feira, o chanceler russo, o ministro do Exterior russo, Sergei Lavrov, indicou que Moscou não aceitaria quaisquer alterações e que, caso elas fossem adotadas, isso significaria que o fim do tratado.

Redução

O Start reduz os arsenais dos Estados Unidos e da Rússia para 1,5 mil ogivas nucleares, um corte de cerca de 30% do limite de oito anos atrás.

O pacto também limita a 700 o número de mísseis e de aviões de bombardeio nuclear que podem ser acionados.

Além disso, estabelece um novo mecanismo para o envio de inspetores a instalações nucleares em outros países.

Desde que o tratado Start anterior expirou, em dezembro de 2009, Rússia e Estados Unidos não estão conseguindo conduzir inspeções em seus respectivos arsenais nucleares – trazendo incertezas sobre o que cada lado está fazendo.

Notícias relacionadas