Obama elogia aprovação de tratado de armas nucleares pelo Senado

Míssil nuclear
Image caption Tratado reduz arsenais americano e russo em cerca de 30%.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, elogiou a decisão do Senado americano de ratificar um tratado de armas nucleares com a Rússia.

Obama disse que o acordo, que prevê a redução dos arsenais dos dois países em um terço, é o mais importante em quase 20 anos no setor nuclear.

Os contrários à aprovação argumentavam que o tratado representa um risco para a segurança nacional americana, porque daria aos russos informações fundamentais sobre a estratégia de defesa do país.

'Voto bipartidário'

Após meses de discussões no Senado, o tratado batizado de New Start, ou Novo Começo, foi aprovado por 71 votos contra 26.

Treze republicanos acabaram sendo convencidos pelos democratas, especialmente após todos os ex-secretários de Estado de ambos os partidos declararem apoio ao acordo.

"Este significativo voto bipartidário no Senado manda uma importante mensagem para o mundo de que Republicanos e Democratas se unem em nome de nossa segurança", disse o presidente Obama.

Em um comunicado divulgado após a votação, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que "uma parceria responsável entre as duas maiores potências nucleares do mundo que limita nossos arsenais mantendo a estabilidade estratégica é fundamental para promover a segurança global".

Segundo analistas, a ratificação vai ser vista como um trunfo de Obama na área de política exterior.

Aprovação na Rússia

A decisão também foi elogiada pelo presidente da Rússia, Dmitri Medvedev.

Agora, o tratado precisa ser aprovado pelo Parlamento russo. O presidente da Duma, Boris Gryslov, disse que a Câmara Baixa pode conseguir aprovar o acordo na próxima sexta-feira caso o texto não tenha sido modificado pelos americanos.

O tratado 'New Start', que vai substituir o antigo Start (Strategic Arms Reduction Treaty, ou Tratado de Redução de Armas Estratégicas), foi assinado pelos presidentes Obama e Medvedev em abril deste ano.

O documento limita o arsenal nuclear dos dois países a 1.550 ogivas nucleares posicionadas - um corte de cerca de 30% em relação ao limite fixado oito anos atrás.

O acordo também vai permitir que cada lado possa inspecionar visualmente a capacidade nuclear do outro, com o objetivo de verificar quantas ogivas estão dentro de cada míssil.

Além disso, haverá limites obrigatórios para o número de ogivas e mísseis que podem ser usados em terra, em submarinos ou em aeronaves.

Notícias relacionadas