Rumor de arrastão fecha comércio em Teresópolis

Teresópolis/AP
Image caption Muitas regiões de Teresópolis continuam isoladas

Um boato de que o centro da cidade de Teresópolis estaria sendo palco de um arrastão levou ao fechamento do comércio local na manhã desta sexta-feira.

Autoridades locais afirmaram que o ocorrido não passou de uma pequena tentativa de assalto à uma loja de telefones celulares.

"Qualquer coisa cria clamor publico. A cidade está bem policiada, a população pode ficar tranquila", disse o vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão.

Segundo a prefeitura da cidade, cerca de 200 homens da Força Nacional foram disponibilizados para as operações de resgate das vítimas dos deslizamentos e vêm ajudando também na manutenção da ordem pública.

Leia mais: Governo mobiliza Força Nacional para ajudar vítimas no RJ

Até a manhã de sexta-feira, a cidade de cerca de 160 mil habitantes contabilizava 228 mortos, de um total de mais de 500 vítimas fatais na região serrana do Rio de Janeiro.

Mas, de acordo com a prefeitura, este número pode subir bastante, já que muitas áreas permanecem inacessíveis.

Reconstrução

A reconstrução da cidade de Teresópolis, uma das mais afetadas pelas chuvas nos últimos dias, deverá custar R$ 500 milhões, segundo estimativa do prefeito, Jorge Mário.

Um relatório citando a cifra, assim como indicações de projetos emergenciais, foi entregue nesta quinta-feira à presidente Dilma Rousseff, durante sua visita à região serrana.

O governo federal anunciou a liberação de R$ 98 milhões para toda a região, verba que será usada exclusivamente na limpeza e na recuperação do trânsito local.

Outros R$ 700 milhões também sairão do caixa da União para atender às vítimas das chuvas em todo o país.

Desabrigados

A chuva, prevista para continuar pelos próximos dias, vem dificultando as operações de resgate em Teresópolis.

"Todo mundo (está) muito nervoso, apavorado. Sabemos das notícias pela TV, mas não há previsão de solução ou de medidas mais concretas", afirma Marisa Castro, moradora do centro de Teresópolis, área que não foi afetada pelos deslizamentos.

Na cidade, chegam a 1,2 mil os desabrigados (que perderam suas casas) e 1,3 mil o número de desalojados (que tiveram que sair provisoriamente de suas casas). Eles vêm sendo abrigados em escolas, um ginásio público e casas de familiares e amigos.

Segundo a prefeitura, 1,5 mil voluntários participam dos esforços de auxílio às vítimas, e as maiores necessidades do município são alimentos não-perecíveis, materiais de higiene pessoal e água potável.

Notícias relacionadas