Mentor do 11 de setembro teria decapitado jornalista americano

Khalid Sheikh Mohammed
Image caption Mohammed foi capturado no Paquistão em 2003

Uma investigação concluiu que o homem considerado o então número três da Al-Qaeda e mentor dos ataques de 11 de setembro de 2001 nos EUA, Khalid Sheik Mohammed, teria decapitado o jornalista americano Daniel Pearl, em 2002.

A investigação conduzida pelo Pearl Project, um projeto da universidade de Georgetown que envolve jornalistas americanos, concluiu que os quatro homens condenados pelo assassinato não estavam presentes no local quando ocorreu o crime.

Pearl investigava uma rede de extremistas islâmicos para o jornal americano Wall Street Journal quando foi sequestrado no Paquistão em janeiro de 2002.

Um mês depois, um vídeo com o assassinato do repórter de 38 anos foi divulgado.

Alguns meses depois, o britânico de origem paquistanesa Ahmed Omar Saeed Sheikh e três outros foram condenados pelo crime. Sheikh foi condenado à morte e os outros, a sentenças perpétuas.

Seus recursos ainda não foram julgados.

Veias

Image caption O jornalista investigava o fundamentalismo islâmico em 2002

A investigação do Pearl Project concluiu que uma testemunha-chave no caso foi persuadida a mudar seu depoimento original, passando a afirmar que viu Sheikh em um restaurante próximo de onde o jornalista foi sequestrado, na cidade de Karachi.

Ele admitiu ter ajudado a capturar o jornalista, mas sempre negou estar em Karachi à época da execução.

O Pearl Project diz que investigadores americanos encontraram provas que incriminam Khalid Sheikh Mohammed.

Uma técnica que compara o formato de veias sugere que as das mãos de Mohammed seriam idênticas ao do assassino de Pearl que aparece no vídeo.

Mohammed, detido no Paquistão em 2003 e mantido no centro de detenção de Guantánamo desde 2006, confessou o assassinato do jornalista, segundo documentos do Pentágono.

O corpo de Pearl foi encontrado em uma cova rasa em Karachi meses depois de sua morte.