EUA pedem que Egito permita protestos pacíficos

Hillary Clinton
Image caption Protestos evidenciam queixas da sociedade egípcia, disse Hillary

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, fez um apelo nesta sexta-feira para que o governo do Egito permita protestos pacíficos e reverta “as medidas sem precedentes que tomaram para cortar as comunicações" – numa referência ao bloqueio dos serviços de celular e internet no país.

Segundo Hillary, o governo americano está acompanhando de perto a situação no Egito, onde manifestantes protestam contra o governo do presidente Hosni Mubarak, no poder desde 1981.

"Nós estamos profundamente preocupados com o uso da violência pela polícia e as forças de segurança do Egito contra manifestantes", afirmou Hillary em Washington.

"E pedimos ao governo egípcio que faça tudo o que estiver em seu poder para conter as forças de segurança", disse. "Ao mesmo tempo, os manifestantes devem evitar a violência e expressar-se pacificamente."

Pelo menos oito pessoas morreram e mais de mil foram presas no Egito em manifestações contra o governo do presidente Hosni Mubarak, que chegaram nesta sexta-feira ao quarto dia e se espalharam pela capital, Cairo, e por outras nove cidades.

Leia mais na BBC Brasil: Egípcios desafiam toque de recolher e militares nas ruas

Parceiro

Hillary ressaltou a boa relação entre Washington e Cairo, mas disse que o governo egípcio deve promover reformas.

"O Egito tem sido há muito tempo um parceiro importante dos Estados Unidos em diversos temas regionais. Como um parceiro, nós acreditamos fortemente que o governo egípcio precisa se comprometer imediatamente com o povo em implementar necessárias reformas econômicas, políticas e sociais."

Segundo a secretária, os Estados Unidos já disseram "repetidas vezes" que apoiam "os direitos humanos universais do povo egípcio, incluindo os direitos de liberdade de expressão, de associação e de reunião".

"Esses protestos ressaltam que há profundas queixas na sociedade egípcia, e o governo do Egito precisa entender que a violência não fará essas queixas desaparecerem", afirmou.

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