EUA vão apoiar transição democrática no Egito, diz Obama

Obama citou Egito em seu discurso, nesta quinta (Foto: AP) Direito de imagem AP
Image caption Para Obama, o Mundo testemunha a história sendo feita

O presidente americano, Barack Obama, disse nesta quinta-feira que os Estados Unidos vão apoiar uma transição ordenada e genuína para a democracia no Egito.

Obama disse que o mundo está testemunhando o desenrolar da história no momento em que uma nova geração de egípcios exige que suas vozes sejam ouvidas.

"É um momento de transformação que está acontecendo, porque o povo do Egito está pedindo mudanças", disse o presidente, ao falar a estudantes de uma universidade no Estado de Michigan.

"Nós queremos que esses jovens e que todos os egípcios saibam que os Estados Unidos vão continuar a fazer tudo o que puderem para apoiar uma transição ordenada e genuína para a democracia no Egito", afirmou Obama.

Mubarak

Os protestos exigindo a saída imediata do presidente egípcio, Hosni Mubarak, entraram em seu 17º dia nesta quinta-feira.

Ao longo do dia, vários personagens centrais do governo egípcio sugeriram que Mubarak, que governa o país há 30 anos, poderia estar preparando sua renúncia.

O premiê egípcio, Ahmed Shafik, disse em entrevista exclusiva ao serviço árabe da BBC que uma possível renúncia de Mubarak está sendo discutida pelas lideranças do país.

Um pronunciamento de Mubarak, transmitido pela TV egípcia, é esperado ainda para esta quinta-feira.

CIA

Em Washington, o diretor da CIA, Leon Panetta, confirmou em audiência no Congresso ter recebido informações de que Mubarak poderia deixar o poder ainda nesta quinta-feira.

"Eu recebi relatos de que, possivelmente, Mubarak poderá fazer isso", afirmou.

Panetta ressaltou, porém, que não recebeu nenhuma informação específica de que o líder egípcio irá, de fato, renunciar.

Em depoimento ao Congresso, o diretor de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, James Clapper, rejeitou críticas de que os serviços de inteligência americanos não teriam captado sinais de alerta sobre os tumultos no Egito.

Segundo Clapper, os serviços de inteligência já haviam apontado anteriormente para insatisfações políticas e econômicas que ameaçavam o governo de Mubarak.

Clapper disse ainda que a agitação popular no Egito terá um “impacto duradouro” no norte da África e no Oriente Médio.

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