Reservas internacionais chegam à marca de US$ 300 bilhões

As reservas internacionais do Brasil, espécie de “seguro” financeiro que costuma auxiliar uma economia em momentos de crise, chegaram à marca de US$ 300 bilhões, segundo o Banco Central.

A posição das reservas na última quarta-feira – e divulgada nesta quinta no site do BC – é de US$ 300,271 bilhões.

Nos últimos três anos, o Brasil foi um dos países que mais turbinaram seu volume de reservas, considerando os dez maiores do ranking. Desde 2007, a cifra cresceu 65%, atrás da China (+ 73%) e Hong Kong (80%).

Na China, primeira do ranking, as reservas chegam a US$ 2,6 trilhões. Na Índia, até o mês passado, o volume era de US$ 299,3 bilhões.

A elevação das reservas brasileiras é reflexo das compras de dólar efetuadas pelo Banco Central, na tentativa de evitar uma valorização ainda mais forte da moeda brasileira.

Ao mesmo tempo em que funciona como um seguro em períodos de turbulência financeira, a manutenção das reservas também impõe um custo ao país, já que, ao adquirir a moeda americana, o governo brasileiro aumenta sua dívida em reais, que paga a maior taxa de juros do mundo (11,25% ao ano).

Como o Brasil continua sendo um dos principais destinos de investimentos estrangeiros no mundo, a tendência é de que as reservas em dólar do país cresçam ainda mais.