Protestos no Egito sinalizam novo Oriente Médio, diz líder do Irã

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Image caption Presidente comparou crise no Egito à queda da monarquia no Irã

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse nesta sexta-feira, ao manifestar apoio aos protestos no Egito, que está surgindo um novo Oriente Médio, livre da influência dos Estados Unidos e de Israel.

Falando em um comício em Teerã para marcar o 32º aniversário da revolução iraniana, antes da renúncia de Hosni Mubarak no Egito, Ahmadinejad disse que graças à "vigilância e à resistência das nações" será possível ver "um novo Oriente Médio se materializando sem a América e o regime sionista”.

“Eu os asseguro, deixem que eles (as potências do ocidente) abram os olhos. Apesar de todos os seus planos complicados e satânicos, o novo Oriente Médio – sem os Estados Unidos e o regime sionista – logo se tornarão uma realidade, graças à misericórdia divina e à vigilância e resistência das nações (na região).”

O presidente disse os eventos no Egito e na Tunísia foram influenciados pela derrubada da monarquia iraniana em 1979, que levou ao surgimento do atual regime islâmico no país persa.

‘Vigilância’

Ele disse ainda que as nações árabes devem "ser vigilantes" e que os povos têm o direito de escolher seus líderes.

“Vocês têm o direito de ser livres”, afirmou. “Vocês têm o direito de expressar livremente suas visões e sua vontade sobre assuntos domésticos e globais. A eleição de um novo governo, a forma de governo do país e o tipo de liderança e de líder está em suas mãos.”

Ativistas da oposição iraniana compararam os protestos egípcios às manifestações contra o resultado da eleição presidencial no Irã em 2009.

Centenas de pessoas no Irã estão participando das celebrações oficiais do aniversário da revolução iraniana. Em Teerã, manifestantes marcharam para a Praça Azadi, que significa liberdade em persa.

No entanto, o governo do Irã recusou o pedido da oposição para realizar na segunda-feira uma manifestação de apoio aos manifestantes no Egito, dizendo que o evento teria motivações políticas.

Há relatos de que diversos ativistas da oposição foram presos nos últimos dois dias. De acordo com sites oposicionistas na internet, pelo menos oito pessoas próximas ao líder opositor Mir Hossein Mousavi foram presas, incluindo seu cunhado.

Na última quinta-feira, outro líder da oposição, Mehdi Karoubi, foi colocado em prisão domiciliar.

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