Mudança no Egito é momento crucial para o Oriente Médio, diz vice dos EUA

Manifestação no Cairo Direito de imagem BBC World Service
Image caption Saída de Mubarak após 18 dias de manifestações no Cairo

O vice-presidente americano, Joe Biden, saudou nesta sexta-feira o que chamou de “um dia histórico” para o povo do Egito e disse que as mudanças são um momento crucial na história do país e do Oriente Médio.

Em um discurso na Universidade de Louisville, no Estado de Kentucky (leste do país), Biden disse que a renúncia do presidente egípcio, Hosni Mubarak, deve levar a um caminho negociado rumo à democracia.

Segundo o vice-presidente americano, a transição deve marcar uma mudança “irreversível”.

O presidente americano, Barack Obama, deverá se pronunciar em breve sobre a saída de Mubarak.

O líder egípcio renunciou ao cargo nesta sexta-feira, depois de quase 30 anos no poder e após 18 dias de protestos que exigiam sua saída.

Leia mais na BBC Brasil: Após 30 anos, Mubarak deixa o poder no Egito

Congresso

O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado americano, o democrata John Kerry, disse que este é “um momento extraordinário para o Egito” e que o povo egípcio conquistou a chance de um novo começo.

Em um comunicado, Kerry disse que o Exército do Egito e os líderes da transição devem prestar atenção ao chamado pela suspensão do estado de emergência e esclarecer um plano para o estabelecimento de bases para eleições confiáveis.

“O que acontecer a seguir terá repercussões muito além das fronteiras do Egito. Nós sabemos pela experiência recente em Gaza que é preciso não apenas eleições, mas trabalho duro para construir um governo que seja transparente, responsável e amplamente representativo”, afirmou Kerry.

O senador disse ainda que os Estados Unidos devem ajudar os egípcios a transformar esse momento democrático em um processo que construa um governo sensível às exigências econômicas, assim como às exigências por liberdade.

O líder da maioria democrata no Senado americano, Harry Reid, também divulgou um comunicado logo após o anúncio da renúncia de Mubarak, em que afirma ser crucial que a partida do presidente egípcio se dê de maneira ordenada e leve a uma “verdadeira democracia” no país.

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