Sexto dia de protestos no Iêmen tem pelo menos um morto

Protestos em Aden Direito de imagem Reuters (audio)
Image caption Manifestantes pedem saída do presidente Saleh

Pelo menos uma pessoa morreu e diversas ficaram feridas nesta quarta-feira em meio a confrontos em duas cidades do Iêmen, no sexto dia consecutivo de protestos contra o governo do país.

Na cidade de Aden, no sul do país, a polícia reprimiu com tiros ao alto os manifestantes que pediram a saída do presidente Ali Abdullah Saleh.

Os manifestantes atiraram pedras, queimaram veículos e um edifício municipal, e pelo menos um homem morreu baleado.

Também houve distúrbios na capital iemenita, Sanaa, onde estudantes brigaram com simpatizantes de Saleh.

O mandatário, no poder há mais de 30 anos, alega que pretende deixar o poder a partir de 2013. Mas seus opositores pedem sua saída imediata.

Nesta quarta-feira, Saleh disse, segundo a agência estatal Saba, que as manifestações são parte de uma “agenda estrangeira” contra ele e contra os demais líderes do Oriente Médio.

Além de protestos contra o governo, Saleh enfrenta também uma longa disputa com o sul do país, onde há grupos com aspirações secessionistas. O Iêmen é o país mais pobre do mundo árabe.

Iraque

O Iraque também registrou uma manifestação nesta quarta-feira, contra o governo provincial em Kut, no sul do país.

Cerca de 2 mil pessoas se revoltaram contra a falta de serviços básicos, como eletricidade, e tentaram invadir prédios governamentais. A polícia interveio, e um adolescente foi morto e ao menos 20 pessoas ficaram feridas.

O Exército decretou toque de recolher na região e enviou tropas para patrulhar as ruas de Kut.

O correspondente da BBC em Bagdá Jonathan Head diz que a população iraquiana está cada vez mais descontente com as altas nos preços dos alimentos e que assiste de perto aos demais protestos no mundo árabe.

O Iêmen e o Iraque estão entre os diversos países de maioria muçulmana que têm registrado protestos populares, fomentados por queixas quanto ao desemprego, o aumento nos custos de vida, a corrupção governamental e a falta de liberdades individuais.

O estopim das revoltas ocorreu na Tunísia, onde o presidente foi pressionado a renunciar no mês passado. Na última semana, foi a vez do presidente egípcio, Hosni Mubarak, deixar o poder após 18 dias consecutivos de manifestações.

Países como Irã, Barein e Líbia também foram palco de manifestações nesta quarta-feira.

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