Obama se diz 'profundamente preocupado' com Bahrein, Líbia e Iêmen

O presidente Barack Obama Direito de imagem BBC World Service
Image caption Obama pediu aos governos que respeitem os direitos de seus cidadãos

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta sexta-feira que está “profundamente preocupado” com os relatos de violência no Bahrein, na Líbia e no Iêmen e pediu que os governos desses países sejam prudentes ao responder a protestos pacíficos.

“Os Estados Unidos condenam o uso da violência contra manifestantes pacíficos nesses países e onde mais possa ocorrer”, disse Obama em comunicado divulgado pela Casa Branca.

“Os Estados Unidos pedem aos governos do Bahrein, da Líbia e do Iêmen que mostrem cautela ao responder a protestos pacíficos e que respeitem os direitos de seus cidadãos.”

Manifestações contra os governos e exigindo reformas já deixaram vários mortos nesta semana nos três países.

Instabilidade

Na Líbia, fontes médicas afirmam que 23 pessoas foram mortas e dezenas ficaram feridas desde terça-feira na cidade de Benghazi, segunda maior cidade do país, em protestos contra o governo de Muamar Khadafi.

Nesta sexta-feira, o movimento pró-governo Comitê Revolucionário disse que o povo líbio e os revolucionários responderiam “com violência” às manifestações.

Leia mais na BBC Brasil: Multidão volta às ruas da segunda maior cidade líbia contra Khadafi

No Iêmen, pelo menos dois manifestantes foram mortos e oito ficaram feridos em protestos que exigiam a renúncia do presidente Ali Abdullah Saleh.

Leia: Iêmen tem 8º dia seguido de protestos; pelo menos dois morrem

No Bahrein, há relatos de que as forças de segurança abriram fogo contra manifestantes nesta sexta-feira na capital, Manama, deixando dezenas de feridos. No dia anterior, pelo menos três manifestantes foram mortos.

Leia: Soldados disparam contra manifestantes no Bahrein

Diversos países árabes e muçulmanos vêm enfrentando protestos. Além da Líbia, do Bahrein e do Iêmen, houve nos últimos dias manifestações no Irã e na Argélia. A onda de revolta já provocou a renúncia dos presidentes da Tunísia e do Egito.

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