Manifestantes vão às ruas contra Khadafi em três cidades da Líbia

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Image caption Em Trípoli, líbios foram às ruas defender Muamar Khadafi

Pelo menos três cidades na Líbia, Benghazi, Al-Bayda e Zentan, foram palco nesta quinta-feira de grandes protestos contra o governo, após opositores do regime do coronel Muamar Khadafi terem convocado um “dia de fúria” no país.

Inspirados pelas manifestações no Egito e na Tunísia, os protestos mais violentos ocorreram em Benghazi, segunda maior cidade do país, no nordeste líbio.

De acordo com testemunhas, milhares de pessoas foram às ruas na cidade gritando frases como “o povo quer derrubar Khadafi”, que governa o país desde 1969.

Sites oposicionistas afirmaram que ao menos seis pessoas foram mortas em Benghazi e várias em Al-Bayda e Zentan. Entretanto, a correspondente da BBC no país, Rana Jawad, confirma apenas duas mortes.

Em Trípoli, a capital do país, simpatizantes de Khadafi também se reuniram para uma manifestação em favor do líder.

Demissão

Segundo o jornal opositor Al-Yawm, uma delegacia em Zentan foi incendiada pelos manifestantes.

Em Al-Bayda, o chefe da segurança municipal foi demitido, após choques entre a polícia e manifestantes que, segundo a mídia local, deixaram vários mortos na quarta-feira.

A TV estatal, no entanto, ignorou os protestos, exibindo apenas músicas patrióticas e fotos das manifestações pró-governo em Trípoli. Os manifestantes pró-Khadafi acusam a mídia estrangeira de incentivar os protestos.

Tanto Benghazi como Al-Bayda ficam no leste do país, reduto da oposição nos anos 90 e de onde vieram muitos dos opositores políticos que estão presos ou exilados.

Segundo a correspondente da BBC, protestos desse porte indicam um momento desafiador na história do país, onde raramente se vê manifestações populares.

Relatos em sites como o Facebook e o Twitter afirmam ainda que forças do governo abriram fogo contra os manifestantes, usando helicópteros em alguns locais. Também há indicações do uso de atiradores de elite.

Os manifestantes têm usado as mídias sociais para convocar protestos.

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