China detém ativistas após convocação de protestos

Homem é preso no centro de Xangai Direito de imagem Reuters
Image caption Polícia chinesa prendeu várias pessoas no centro de Xangai

Ativistas de direitos humanos na China foram detidos neste domingo pelas autoridades chinesas, após mensagens anônimas teren sido divulgadas na internet convocando protestos contra o governo em 13 cidades do país.

As mensagens pediam uma “Revolução Jasmim”, inspirada nos protestos que vêm acontecendo em vários países árabes e muçulmanos desde janeiro.

Os pedidos para que as pessoas protestassem e gritassem “Queremos comida, queremos trabalho, queremos habitação, queremos justiça” circularam por sites chineses de microblog.

A mensagem foi postada inicialmente em um site em chinês baseado nos Estados Unidos.

Manifestações dispersadas

Pequenas manifestações foram realizadas em Pequim e Xangai, mas foram rapidamente dispersadas pela polícia.

Segundo relatos de testemunhas, havia mais gente curiosa com a forte presença policial e de jornalistas do que manifestantes nos locais, em áreas comerciais das cidades.

Não houve relatos sobre protestos nas outras 11 cidades listadas nas mensagens.

Segundo o correspondente da BBC em Xangai Chris Hogg, pelo menos três homens foram detidos com rispidez e foram arrastados enquanto gritavam: “Por que vocês estão me prendendo? Não fiz nada errado”.

Segundo Hogg, os homens detidos não gritaram nenhum slogan político e não estava claro o que levou à detenção.

As autoridades chinesas bloquearam as buscas na internet contendo a palavra jasmim.

Os manifestantes na Tunísia que levaram à derrubada do presidente Zine al-Abidine Bem Ali, em janeiro, haviam chamado seu movimento de “Revolução Jasmim”.

No sábado, o presidente da China, Hu Jintao, pediu mais controle sobre a internet para “guiar a opinião pública” e “resolver problemas proeminentes que possam prejudicar a harmonia e a estabilidade da sociedade”.