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Diretor da Queiroz Galvão diz que brasileiros esperam sair de Benghazi até sexta-feira

Protestos em Benghazi

Onda de protestos na Líbia teve início em Benghazi

O grupo de mais de 130 brasileiros que reside na cidade de Benghazi, a segunda maior da Líbia, espera conseguir sair do país até sexta-feira.

Em entrevista à BBC Brasil, Marcos Jordão, diretor da empresa Queiroz Galvão, na qual os brasileiros trabalham, disse que o prazo foi dado pela Embaixada do Brasil na capital líbia, Trípoli, e confirmado pela empresa. A expectativa é de que eles saiam da cidade portuária líbia de barco.

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A casa de Jordão está abrigando um total de 56 pessoas, em sua maioria brasileiros, mas há também portugueses. Outras 144 pessoas estão hospedadas em um hotel local.

O diretor da Queiroz Galvão contou ter andado pelas ruas da cidade nesta quarta-feira de manhã e disse que o clima é de tranquilidade e que os brasileiros passam bem.

Clima tranquilo

''Hoje eu andei pelas ruas não vi nenhum indício de que tenha havido conflito recente. O trânsito estava normal, só as lojas que continuam fechadas'', contou Jordão.

Benghazi foi a cidade em que os protestos contra o governo do líder da Líbia, Muamar Khadafi, tiveram início, ainda semana passada.

O coronel Khadafi chegou ao poder por meio de um golpe militar em 1969, após um golpe militar.

Na terça-feira à noite, o líder líbio fez um pronunciamento transmitido pela TV no qual afirmou que não pretende renunciar.

''Apreensão''

Jordão comentou que apesar da aparente tranquilidade na cidade, existe um clima de ''apreensão''.

''O que acontece é a ansiedade. Porque não sabemos o momento exato (da partida)'', disse o diretor da Queiroz Galvão.

Mas ele acrecentou não ter visto ''nenhuma cena de conflito''.

No entanto, entre os brasileiros que estão refugiados na sua casa, ele foi o único que andou pelas ruas de Benghazi, desde a eclosão dos protestos e da repressaão implementada pelas autoridades da Líbia.

A Queiroz Galvão é a única empresa brasileira com sede em Benghazi. Outras companhias do Brasil que atuam na Líbia, como a Petrobras, Odebrecht e Andrade Gutierrez, estão baseadas em Trípoli.

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