Embaixadores líbios se afastam de Khadafi e dão apoio à 'revolução'

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Image caption A embaixada líbia em Paris foi cercada por manifestantes

Embaixadores líbios na ONU em Genebra, na Unesco, na Liga Árabe e na França anunciaram nesta sexta-feira seus desligamentos do regime do coronel Muamar Khadafi, em meio aos confrontos entre opositores e apoiadores do governo.

Durante reunião de emergência do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, diplomatas anunciaram que estão se unindo à "revolução".

"Os jovens do meu país hoje, cem anos após a invasão do fascismo italiano, escrevem com sangue um novo capítulo na história da luta e resistência", disse o diplomata Adel Shaltut aos representantes de 47 países.

"Nós da missão líbia decidimos servir categoricamente como representantes do povo líbio", disse.

Liga Árabe

No Cairo, a delegação líbia para o encontro da Liga Árabe emitiu comunicado semelhante.

"Nos unimos a nosso povo em suas legítimas demandas por mudanças e o estabelecimento de um sistema democrático", disse o comunicado.

Os representantes ainda condenaram "os crimes hediondos cometidos contra cidadãos desarmados".

A delegação líbia para a Liga Árabe anunciou que trocou seu nome para "representantes do povo líbio para a Liga Árabe".

França

Na embaixada da Líbia em Paris, os embaixadores para a França, Mohamed Salaheddine Zarem, e para a Unesco, Abdulsalam El Qallali, anunciaram que deixavam suas posições e anunciaram o apoio à "revolução".

A embaixada líbia em Paris foi cercada por manifestantes que retiraram a bandeira do país, substituindo-a pela usada antes da revolução de 1969, que deu início ao regime de Khadafi.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse durante visita à Turquia que "nossa posição é clara: Khadafi deve deixar o cargo".

Sarkozy disse ainda que devem ocorrer investigações e sanções devido ao que chamou de "violência sistemática contra o povo líbio".

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