Ex-presidente Mubarak é proibido de deixar o Egito

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Image caption Mubarak não foi visto desde que renunciou à Presidência do Egito

A Justiça do Egito proibiu nesta segunda-feira o ex-presidente Hosni Mubarak e sua família de deixarem o país, informou nesta segunda-feira a TV estatal egípcia.

Segundo um porta-voz da advogado-geral egípcio, Abdel Magid Mahmoud, a ordem também congela o dinheiro e os bens de Mubarak, de sua esposa Suzanne, de seus dois filhos Ala e Gamal e das respectivas esposas.

Após quase 30 anos no poder, Mubarak renunciou ao cargo no dia 11 de fevereiro, em meio a uma série de protestos pedindo maior abertura democrática no país.

Mubarak não tem sido visto publicamente desde a renúncia. Acredita-se que se encontre em sua vila no balneário de Sharm el-Sheikh. Os rumores também são de que o ex-presidente está com a saúde debilitada.

O ex-presidente egípcio cedeu o poder a um Conselho Militar, que nomeou um governo interino para elaborar uma nova constituição e organizar eleições.

Congelamento

O Egito pediu a uma série de governos estrangeiros que congelem os bens da família de Mubarak em seus países.

Manifestantes anticorrupção pressionam por uma investigação do patrimônio do ex-presidente, cujo montante se desconhece. Os palpites variam entre US$ 1 bilhão e US$ 70 bilhões (entre R$ 1,66 bilhão e R$ 116 bilhões).

O representante legal de Mubarak negou os relatos de que o ex-presidente teria acumulado uma fortuna durante seu governo.

Três dos oficiais do governo de Mubarak foram acusados de crimes relacionados a corrupção: o ex-ministro do Interior Habib al-Adly, o ex-ministro do Turismo Zuhair Garana e o ex-ministro de Habitação Ahmed al-Maghrabi.

No último domingo, oficiais de justiça disseram que al-Adly será julgado por lavagem de dinheiro a partir do dia 5 de março.

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