Cuba adia planos de fechar meio milhão de postos de trabalho

Direito de imagem BBC World Service
Image caption O plano tem o objetivo de recuperar a economia cubana

O líder cubano, Raúl Castro, admitiu nesta terça-feira que os planos do governo cubano de cortar meio milhão de vagas de trabalho estão atrasados.

Falando à TV cubana, Castro afirmou que os prazos para os cortes, fixados em setembro para começar a ser aplicados em 31 de março, vão ser alterados para suavizar seu impacto.

“Um processo desta magnitude que afeta tantos cidadãos, de uma forma ou de outra, não pode ser marcado por prazos inflexíveis”, disse Castro.

Ele não estipulou novos prazos, dizendo apenas que as reformas levariam cerca de cinco anos para serem implementadas e que o governo não “abandonaria ninguém”.

Resistência

O governo cubano atualmente emprega 85% da força de trabalho oficial do país.

Em setembro, o governo havia declarado que fecharia um quinto dos postos de trabalho e que metade destes, ou 500 mil vagas, seriam fechadas até 31 de março.

Os cortes têm o objetivo de recuperar a combalida economia cubana, prejudicada por décadas de embargo econômico e vão ser discutidos no Congresso do Partido Comunista, em abril - o primeiro encontro do gênero em 14 anos.

Correspondentes dizem, no entanto, que as reformas vêm enfrentando resistência das pessoas que deveriam implementá-las.

Além dos cortes, o governo vem adotando medidas para facilitar a livre iniciativa, diminuindo assim o peso sobre a administração central.

Notícias relacionadas