Piratas somalis sequestram dinamarqueses, entre eles adolescentes

Pirata somali observa navio grego no litoral somali Direito de imagem AFP
Image caption Piratas somalis vêm se tornando cada vez mais violentos

Piratas somalis sequestraram três adolescentes dinamarqueses e seus pais, que estavam velejando em um navio no Oceano Índico. A informação foi dada por autoridades do governo da Dinamarca.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores dinamarquês, os adolescentes têm entre 12 e 16 anos de idade. Durante o sequestro também foram capturados dois integrantes da tripulação.

O navio foi apreendido pelos piratas no dia 24 de fevereiro, que estariam conduzindo a embarcação para a Somália.

A pirataria em alto mar é um negócio altamente lucrativo na Somália, e gangues costumam exigir resgates milionários.

Na semana passada, a força naval anti-pirataria da União Europeia informou que os piratas retém atualmente um total de 31 navios e 688 reféns.

Muitas das embarcações que eles têm em seu controle são navios cargueiros que velejavam pelo Golfo de Áden, uma das vias mais movimentadas do mundo marítimo.

''É quase intolerável pensar que há crianças envolvidas e só me resta denunciar fortemente a ação dos piratas'', afirmou a ministra das Relações Exteriores dinamarquesa, Lene Espersen.

Ela acrescentou que o governo dinamarquês fará tudo em seu alcance para ajudar os reféns, mas não quis dar mais detalhes sobre a ação dos sequestradores, alegando temores de que isso pudesse prejudicar os refèns.

Os dinamarqueses são o segundo grupo de velejadores não-comerciais capturados pelos piratas nas últimas semanas.

No início de fevereiro, um grupo de americanos foi sequestrado e quatro deles foram mortos quando a Marinha dos Estados Unidos tentou resgatá-los. As forças americanas disseram que foram os piratas que atiraram contra eles.

Analistas afirmam que a indústria da pirataria está se tornando cada vez mais lucrativa. Recentemente, gangues somalis sequestraram um navio-tanque que transportava um carga de petróleo cru cujo valor equivalia a US$ 200 milhões (cerca de R$ 332 milhões).

Forças navais que patrulham a região têm se mostrado mais dispostas a enviar tropas especiais para libertar reféns. Mas os piratas também parecem estar agindo com cada vez mais violência. No mês passado, dois marinheiros filipinos foram assassinados durante uma tentativa de resgate.

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