Forças do Iêmen atiram em manifestantes e matam 2, dizem rebeldes

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Image caption Iemenitas exigem a renúncia do presidente Ali Abdullah Saleh

Rebeldes do Iêmen afirmam que forças de segurança abriram fogo contra manifestantes durante um protesto realizado nesta sexta-feira na província de Amran, no norte do país. Segundo os opositores, duas pessoas morreram e pelo menos sete ficaram feridas.

Relatos da imprensa local dão conta que milhares de pessoas se concentraram na cidade de Harf Sufyan para um protesto pacífico, pedindo o fim da corrupção e mudanças políticas, como a saída do presidente Ali Abdullah Saleh.

O líder iemenita, que está no poder desde 1978, afirma que pretende deixar a Presidência a partir de 2013. No entanto, os opositores pedem sua saída imediata.

Os protestos realizados nas últimas semanas no Iêmen têm se concentrado principalmente na capital, Sanaa, e na cidade portuária de Aden, no sul do país.

Trégua

O governo e os rebeldes do clã Houthi, integrantes da facção xiita Zaidi, abriram uma trégua em fevereiro, embora ocorram confrontos eventuais.

Os rebeldes se estabeleceram no distrito de Saada, no noroeste do país, e combatem o governo desde 2004. Eles acusam as autoridades de não reconhecerem sua identidade.

No mês passado, os houthis anunciaram seu apoio aos protestos contra o governo, que foram inspirados nas revoltas populares em favor da democracia em outros países árabes, como Egito e Tunísia.

Cerca de 40% da população do Iêmen vive com menos de US$ 2 por dia e um terço passa fome, segundo indicadores internacionais. Um em cada dois iemenitas possui armas, e analistas dizem que o país está próximo de ser considerado um Estado falido.

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