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Foliões satirizam temas do noticiário em blocos de rua no Rio de Janeiro

GALERIA DE FOTOS: NOTICIÁRIO FAZ A FESTA DOS FOLIÕES NO RIO

  • Foto: Júlia Dias Carneiro/BBC Brasil
    Foliões nos blocos de rua do Carnaval carioca transformaram temas do noticiário em sátiras nas fantasias. Nesta foto, o papel da internet e das redes sociais nos protestos no Oriente Médio inspirou o cartaz levado por uma foliã vestida de faraó.
  • Foto: Júlia Dias Carneiro/BBC Brasil
    Inspirados no filme 'Cisne Negro', que rendeu o Oscar a Natalie Portman, cisnes negros e brancos foram um grande sucesso no carnaval de rua carioca. Este casal de namorados encarnou os dois cisnes de Portman no filme.
  • Foto: Júlia Dias Carneiro/BBC Brasil
    Uma foliã distribuía acenos e sorrisos com a máscara da presidente Dilma Rousseff, vestida com um tailleur cáqui e uma faixa presidencial no bloco Boi Tolo, no centro do Rio de Janeiro.
  • Foto: Júlia Dias Carneiro/BBC Brasil
    Um folião com a máscara do criador do WikiLeaks, Julian Assange, distribuía bilhetinhos com seu e-mail para que pessoas enviassem depoimentos ao seu ‘wikiprojeto’: coletar os maiores segredos do carnaval.
  • Foto: Júlia Dias Carneiro/BBC Brasil
    Depois de acompanhar a saga dos mineiros chilenos no ano passado, duas amigas vestiram colete e capacete com a bandeira para lembrar o episódio.
  • Foto: Júlia Dias Carneiro/BBC Brasil
    Um grupo de amigos se pintou com as cores da Líbia e empunhou a placa com a inscrição 'Fora Khadafi!', de um lado, e 'Líbia livre!', de outro, no bloco Sassaricando, na Glória.

Do resgate dos mineiros chilenos aos conflitos no Oriente Médio, passando pelo sucesso do filme Cisne Negro e pela eleição da primeira mulher presidente do Brasil, os principais temas do noticiário viraram fantasias nos blocos de rua da cidade do Rio de Janeiro.

No bloco Boi Tolo, no Centro, a máscara da presidente Dilma Rousseff desfilava logo atrás da do criador do WikiLeaks, Julian Assange. A foliã com a máscara da presidente causou alvoroço, com a multidão puxando o coro: “Dilma!, Dilma!”, e agradeceu com acenos e um sorriso constante.

No Sassaricando, um grupo de amigos fazia sucesso como opositores do regime da Líbia, empunhando o cartaz “Fora Khadafi!”.

“A gente queria fazer uma fantasia provocativa, e, nesse momento em que o Khadafi ‘cai, não cai’, quisemos botar lenha na fogueira e sair como ativistas”, disse a antropóloga Cecília Mello.

“Também foi uma espécie de homenagem às mulheres do mundo árabe que também estão pintando o rosto e lutando pela democracia. Isso foi o que mais me mobilizou”, contou.

No Centrão Vai Virar Mar, a jornalista Luciana Paschoal e uma amiga estavam de mineiras chilenas, lembrando a saga dos operários que ficaram presos por mais de dois meses em uma mina no Chile.

“Todo mundo acompanhou as notícias daquele resgate. Era algo recente e achamos que seria divertido. Além disso, só precisamos do colete e do capacete, então é tranquilo de usar no calor do Rio”, destacou.

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