Oriente médio

Forças pró-Khadafi expulsam rebeldes de cidade portuária, diz TV

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A TV estatal líbia informou nesta quinta-feira que rebeldes líbios deixaram Ras Lanuf, uma cidade portuária importante para a indústria de petróleo líbia, que vinha sendo alvo de pesados bombardeios das forças leais ao líder Muamar Khadafi nos últimos dias.

Há relatos de que os rebeldes que estavam em Ras Lanuf estão se dirigindo para o leste, em direção ao coração da região controlada por eles. Entretanto, representantes das forças contrárias a Khadafi negaram que o governo esteja agora dominando a cidade.

A TV estatal afirma também que os opositores do regime foram expulsos da cidade portuária de Sidra, a oeste de Ras Lanuf.

A ataques aéreos também teriam ocorrido na cidade portuária de Brega, a leste.

Nos últimos dias, forças leais a Khadafi vem recuperando locais que caíram nas mãos de opositores, tanto a leste como a oeste de Trípoli – onde o principal palco de batalhas nos últimos dias foi a cidade de Zawiyah.

Ras Lanuf foi alvo de bombardeios pesados por Khadafi

Relatos

Testemunhas em Ras Lanuf falam de dezenas de mortos e que forças leais a Khadafi avançam com tanques.

Um repórter da BBC na cidade afirma que o hospital foi evacuado após um bombardeio e que uma mesquita foi atingida em área residencial.

“Khadafi nos ataca com aviões, tanques, foguetes e artilharia pesada. Somos civis desarmados e várias famílias e crianças foram atingidas”, disse uma testemunha à BBC.

O repórter da BBC Pascale Harter, que está na cidade de Benghazi – a principal base dos rebeldes, no leste da Líbia – disse que muitos feridos na frente de batalha na região de Ras Lanuf têm sido levados para a cidade.

Também nesta quinta-feira, Saif Al-Islam, filho de Muamar Khadafi, disse que está sendo preparada uma grande ofensiva contra os opositores do regime.

Vítima dos combates é levado para hospital no leste da Líbia/ Reuters

Feridos em Ras Lanuf foram levados para hospitais em Benghazi

O analista da BBC Jonathan Marcus afirma que temores de que forças de Khadafi estejam revertendo a vantagem inicial dos rebeldes fizeram aumentar os apelos por uma intervenção internacional.

Nesta quinta-feira, a Otan concordou em ampliar sua presença marítima no Mediterrâneo para enforcar o bloqueio marítimo ao regime de Khadafi.

Clique Leia mais na BBC Brasil: Secretário-geral da Otan diz que órgão está 'pronto para agir' na Líbia

Guerra civil

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha disse nesta quinta-feira que o conflito na Líbia escalou para uma guerra civil, e que a população civil está sofrendo as consequências do aumento da violência na região.

Clique Leia mais: Conflito na Líbia já configura guerra civil, diz Cruz Vermelha

Mais de mil pessoas teriam morrido desde o início dos confrontos, em fevereiro. Cerca de 212 mil pessoas - a maioria trabalhadores imigrantes - já deixaram o país, segundo estimativas da ONU.

Mais cedo, a França expressou sua desaprovação com a repressão do regime aos civis e reconheceu a liderança rebelde da Líbia - o Conselho Nacional Líbio (CNL) - como governo legítimo do país. Foi o primeiro país a reconhecer o CNL, que reúne vários grupos de oposição ao regime de Muamar Khadafi.

O governo francês informou que enviará em breve um embaixador a Benghazi.

A decisão foi anunciada em Paris pelo gabinete do presidente Nicolas Sarkozy, um dia depois de deputados do Parlamento Europeu terem exortado a União Europeia (UE) a reconhecer os rebeldes.

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