Forças do governo da Líbia avançam contra rebeldes em Brega

Rebeldes usam armas antiáreas antes do ataque das forças do governo em Brega, na Líbia (AFP/Getty) Direito de imagem BBC World Service
Image caption Rebeldes fugiram de Brega em caminhões com armas antiaéreas

Tropas do governo da Líbia avançaram neste domingo para a cidade de Brega, a leste do país e ocupada pelos rebeldes.

Segundo a imprensa estatal do país, as forças a favor do líder Muamar Khadafi já teriam retomado a cidade. Mas, de acordo com outras informações, os confrontos continuam.

Dezenas de rebeldes se retiraram da área em meio aos ataques pesados das forças de segurança do governo líbio.

"Brega foi limpa das gangues armadas", teria dito uma fonte militar ao canal de televisão estatal do país.

Os rebeldes tinham se reagrupado na cidade de Brega depois de saírem de Ras Lanuf no sábado, sob forte bombardeio das tropas do governo pelo ar, terra e mar.

Caminhões

Os rebeldes abandonaram Brega em caminhões equipados com armas antiaéreas, seguindo pela estrada costeira em direção a Ajdabiya, a cidade que leva às duas principais cidades sob controle dos oposicionistas, Benghazi e Tobruk.

Eles afirmaram que as forças de Khadafi fizeram ataques aéreos na cidade de Brega e também disseram à BBC que iriam para Ajdabiya, a 150 quilômetros ao sul de Benghazi.

As forças do governo, por sua vez, estão atrás dos oposicionistas e estavam a 60 quilômetros de Ajdabiya.

De acordo com o correspondente da BBC em Benghazi Pascale Harter, o clima na cidade ocupada pelos rebeldes é de desafio e muitos rebeldes feridos estão sendo substituídos por moradores nos combates.

Neste domingo também foram divulgadas informações de que os soldados de Khadafi já estariam nos arredores da última base rebelde no oeste da Líbia, a cidade de Mistrata, e disparos de tanques já podiam ser ouvidos na cidade.

Zona de exclusão

A pressão diplomática internacional está aumentando para a criação de uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia.

O bloqueio evitaria que as forças do líder líbio, Muamar Khadafi, usassem aviões de guerra para atacar rebeldes, mas ainda não foi esclarecido como este objetivo seria alcançado.

No sábado, a Liga Árabe decidiu apoiar que o Conselho de Segurança da ONU determine a zona de bloqueio aéreo.

Também há a preocupação em relação ao desrespeito aos direitos humanos na Líbia. A entidade de defesa destes direitos baseada em Nova York, Human Rights Watch, informou que as forças de segurança líbias estão reprimindo brutalmente todas as forças de oposição.

Estaria ocorrendo uma onda de prisões arbitrárias e desaparecimentos na capital, Trípoli.

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