Mudança em discurso de Obama obriga Rio a rever planejamento

Urutu no Rio de Janeiro/afp Direito de imagem BBC World Service
Image caption Polícia não divulgou quantos homens vão participar da operação

O anúncio de que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não mais fará um discurso aberto ao público no centro do Rio de Janeiro fez com que a prefeitura tivesse de rever esquemas de trânsito e segurança.

"Foi uma surpresa", diz Carlos Roberto Osório, secretário municipal de Conservação.

"Montamos uma grande operação para receber um evento público de grande porte, que incluiria a alteração do funcionamento do metrô e de linhas de ônibus, o fechamento de vias do Centro, do comércio e dos estacionamentos. Tudo isso foi anunciado antecipadamente para que o carioca pudesse se planejar."

Após saber da mudança, Osório conta que a prefeitura se reuniu na manhã desta sexta-feira para traçar novos planos. Ele diz não saber se haverá outras alterações até domingo e afirma que a cidade está reagindo às informações que recebe.

"O Rio está trabalhando como anfitrião esforçado para receber da melhor maneira possível um visitante ilustre. Os americanos estão muito satisfeitos com a nossa flexibilidade", diz o secretário.

Mudanças

Diante do cancelamento do evento que poderia reunir 30 mil pessoas, o Centro de Operações do Rio divulgou um novo esquema de trânsito com menos restrições nesta tarde.

Já a Secretaria de Segurança Pública (Seseg) não divulga quantos homens ou carros participarão das operações porque, de acordo com a assessoria de imprensa, alterações têm sido frequentes e o plano ainda não pode ser considerado definitivo.

Homens da Polícia Militar, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e da Polícia Federal participarão do esquema de segurança de Obama, comandado pelo serviço secreto e pela polícia federal (FBI) dos EUA. As operações contarão também com apoio das Forças Armadas.

Mesmo a visita à Cidade de Deus, apesar de ser dada como certa e estar cercada de preparativos, ainda não foi confirmada oficialmente pelo Consulado dos Estados Unidos no Rio, o que poderia ser uma forma de se prevenir para um eventual cancelamento.

De acordo com o consulado, a visita da família Obama ao Cristo Redentor não sofrerá mudanças, assim como a "programação cultural" – espaço na agenda onde se encaixaria a visita à favela da Zona Oeste para conhecer uma comunidade com Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

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