Comandante dos EUA nega que coalizão apoie rebeldes na Líbia

Rebeldes comemoram na estrada entre Ajdabiya e Benghazi (Reuters) Direito de imagem BBC World Service
Image caption Rebeldes comemoraram os ataques da coalizão na Líbia

O general no comando das forças americanas na África negou nesta segunda-feira que a coalizão militar que vem realizando bombardeios aéreos na Líbia desde o sábado esteja agindo de forma coordenada com as forças de oposição ao líder líbio, Muamar Khadafi.

"Nossa missão é proteger civis de ataques das forças terrestres do regime. Nossa missão não é apoiar qualquer força de oposição".

A ofensiva da coalizão, que conta com a participação de Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e outras nações, tem o objetivo de impor a resolução da ONU que estabeleceu uma zona de exclusão aérea na Líbia, para proteger civis opositores de bombardeios do governo.

Ham acrescentou que "não é intenção destruir completamente a (infraestrutura) militar líbia".

"Se eles pararem e tomarem posições defensivas, poderemos atacar. Depende sobre onde eles estão e quais são as intenções. Se eles atacarem civis, faz parte de nossa missão atacá-los", acrescentou.

Ham e outros representantes de outros países que integram a coalizão militar afirmaram que Khadafi não é pessoalmente alvo da ofensiva.

Leia mais na BBC Brasil: Países da coalizão dizem que Khadafi não é alvo na Líbia

Zona de exclusão

O general também afirmou que a zona de exclusão aérea estabelecida na Líbia pelas forças da coalizão está sendo estendida para cobrir uma área de mil quilômetros e, em breve, chegará às cidades de Brega, Misrata e Trípoli.

Nesta segunda-feira, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse no Parlamento em Londres que, apesar de ainda querer que o líder líbio, Muamar Khadafi, deixe o poder, é preciso lembrar que a resolução da ONU tem "alcance limitado" e "explicitamente não dá autoridade legal para a retirada de Khadafi do poder pelo uso de qualquer meio militar".

Em uma coletiva no Chile, o presidente americano, Barack Obama, também disse que continua sendo uma aspiração da política externa americana que Khadafi deixe o governo da Líbia.

Leia mais: Obama diz que Khadafi deve sair, mas prioridade é proteger civis

Nas últimas horas, aeronaves da coalizão realizaram dezenas de voos em território líbio para reprimir ataques de forças líbias contra oposicionistas.

Há relatos de que, apesar de um cessar-fogo anunciado pelo governo de Trípoli, pelo menos nove pessoas teriam sido mortas pelas forças fiéis a Khadafi na cidade de Misrata, o último grande reduto dos rebeldes no oeste da Líbia.

Residentes dizem que a distribuição de água na cidade foi cortada pelas forças pró-Khadafi.

Também há informações de confrontos com mortos entre oposicionistas e forças do governo na cidade de Ajdabiya, no leste do país.

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