Crise na Líbia faz Obama antecipar retorno a Washington

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Image caption Ao lado de Funes, Obama anunciou ajuda para combater o tráfico

A Casa Branca informou nesta terça-feira que o retorno do presidente Barack Obama de El Salvador para Washington será antecipado por causa da crise na Líbia.

A decisão foi tomada após uma conferência telefônica com sua equipe de Segurança Nacional, pouco antes da entrevista coletiva ao lado do presidente salvadorenho, Maurício Funes.

Obama e sua família partirão da capital, San Salvador, às 11h (13h no horário de Brasília), duas horas e meia antes do previsto na agenda inicial.

A visita a El Salvador é a terceira parte da viagem do presidente americano à América Latina, que incluiu ainda o Chile e o Brasil.

“Foi uma decisão baseada em uma questão logística”, disse à agência de notícias AFP o secretário de comunicação do governo americano, Tommy Vietor, acrescentando que foi cancelada uma visita que Obama faria a ruínas maias na quarta-feira de manhã.

“Ele terá outra conferência por telefone nesse horário, portando não terá tempo de visitar o local. E partirá algumas horas mais cedo.”

Crime organizado

Obama afirmou que os Estados Unidos vão dar uma ajuda de US$ 200 milhões para combater o crime organizado e o narcotráfico em El Salvador e em outros países da América Central.

Durante a entrevista, ele disse que os dois países devem trabalhar em conjunto para determinar como o dinheiro será gasto.

Um dos objetivos, segundo Obama, é que os investimentos cheguem aos jovens da região. Funes acrescentou que entre as prioridades está a modernização da polícia.

O líder americano também tratou do problema da imigração, prometendo criar oportunidades para que a população “não seja pressionada a ir para o norte (ou seja, os Estados Unidos) para conseguir sustentar suas famílias.”

“Os Estados Unidos vão fazer a sua parte no combate ao problema do tráfico de drogas”, afirmou Obama.

Antes de chegar a El Salvador, ainda no avião presidencial, Obama conversou por telefone com o premiê britânico, David Cameron, e presidente francês, Nicolas Sarkozy, sobre a situação na Líbia.

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