Coalizão lança ataques perto de cidade controlada por rebeldes

Forças da coalizão internacional lançaram ataques aéreos perto da cidade de Misrata, que está em poder de rebeldes na Líbia.

Forças leais ao líder líbio, Muamar Khadafi, se retiraram momentaneamente dos arredores da cidade.

Testemunhas afirmaram, entretanto, que ainda havia franco-atiradores disparando contra a população de tetos de casas e prédios dentro de Misrata. Um médico que trabalha na cidade disse à BBC que ao menos uma pessoa havia morrido.

Forças de Khadafi também retomaram ataques na cidade de Zintan, perto da fronteira com a Tunísia, segundo testemunhas.

Os combates ocorrem à medida que líderes ocidentais discutem quem está à frente da coalizão internacional. Os EUA já manifestaram seu interesse de passar o controle da operação à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Forças internacionais vêm lançando ataques à Líbia desde sábado. A coalizão - integrada até o momento por Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Canadá e Itália - age sob o mandato do Conselho de Segurança, que aprovou a imposição de uma zona de exclusão aérea sobre o país, para proteger a população civil.

Na TV

Horas antes, Khadafi fez sua primeira aparição em público desde o início da ofensiva ocidental e prometeu derrotar as tropas da coalizão estrangeira.

“No curto prazo, venceremos. No longo prazo, venceremos”, disse Khadafi, em uma suposta aparição ao vivo na TV estatal do país, feita em Bab Al-Aziziya, local próximo a Trípoli que foi bombardeado recentemente pelas tropas estrangeiras. “Seremos vitoriosos no final.”

Em discurso de três minutos, feito de uma sacada diante de simpatizantes, Khadafi disse que a “mais poderosa defesa aérea” de seu país “é o povo”. “Aqui está o povo. Khadafi está no meio do povo. Esta é a defesa aérea.”

O líder líbio se disse vítima de uma “nova cruzada” lançada “contra o islã”.

“Todos os exércitos islâmicos devem tomar parte na batalha. Seremos vitoriosos no final”, agregou.

Leia mais na BBC Brasil: EUA, França e Reino Unido querem Otan com papel 'fundamental' na Líbia

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