Cultura

Mostra ilustra a percepção de imundície ao longo dos séculos

Galeria de imagens: As muitas faces da imundície

  • Anúncio de Pears' Soap (Wellcome Gallery)
    Uma mostra em Londres expõe várias formas como a sujeira foi vista por diferentes culturas ao longo dos séculos. Anúncio do sabão Pears usa imagem racista para vender o produto, que mostra o 'antes' e o 'depois' do uso.
  • Ilustração ''Monster Soup'', de William Heath (Wellcome Gallery)
    Ilustração compara o rio Tâmsia a uma sopa de monstros, devido ao grande número de micro-organismos em suas águas.
  • Foto de rua londrina  na exposição Dirt (British Library Board - Wellcome Library)
    Foto de 1869 retrata a insalubridade de uma rua londrina, com moradores vivendo em áreas esquálidas.
  • Ilustração do cientista holandês Antony van Leeuwehhoek (Wellcome Library, Londres)
    Ilustração do cientista holandês Antony van Leeuwehnoek, pioneiro em esquisas com substâncias microscópicas, mostra ovas de formigas e de vermes.
  • Cartaz da Primeira Exibição Internacional de Higiene (Deutsches Hygiene-Museum), de 1911
    Cartaz de 1911, do Museu da Higiene, da Alemanha, cujos cientistas acabaram se identificando com os ideias de limpeza étnica do nazismo.
  • Cartaz de campanha publicitária dos anos 20 de sabão em pó (Wellcome Gallery)
    Campanha do sabão em pó ''Sunlight'', dirigida a todas as faixas etárias, para o ''velho e grisalho, jovem e alegre, trabalhando ou brincando...''.
  • Lixão de Fresh Kills, em Nova York (Foto da Prefeitura de Nova York)
    Lixão de Fresh Kills, em Nova York, desativado em 2001, que foi o maior do mundo e chegava a ter montanhas de entulho de até 50 metros.
  • Funcionários do serviço de unidade móvel de desinfecção, na Alemanha do século 19 (Wellcome Gallery)
    Funcionários do serviço de unidade móvel de desinfecção da cidade de Hanover, na Alemanha, em foto datada de 1877.
  • Cala anti-cólera, mostrada na exposição Dirt (Wellcome Gallery)
    Roupa anti-cólera usada na Grã-Bretanha, com peças imersas em cal, cântaros cheios de água e calça meia-calça imersa no vinagre.
  • Tapete de sujeira do artista Igor Eskinja
    Mostra destaca também obras de arte contemporânea, como o tapete de sujeira do artista Igor Eskinja.

Uma mostra inaugurada nesta semana em Londres expõe formas como a sujeira foi vista por diferentes culturas ao longo de vários séculos.

A exposição Dirt: the Filthy Reality of Everyday Life, que poderia ser traduzido como ''Sujeira: a Imunda Realidade da Vida Cotidiana'', em cartaz na Wellcome Gallery, usa ilustrações, pinturas, fotografias, peças científicas e mapas que mostram a aversão e fascinação exercida pela imundície.

Há desde um urinol usado pelos romanos até uma instalação de um artista contemporâneo na qual ele cria um ''tapete de sujeira''.

A exposição destaca ainda como a noção de limpeza foi utilizada para justificar o preconceito racial, desde em imagens dos primórdios da publicidade até por cientistas alemães cooptados pelos nazistas.

Chamam atenção ainda ilustrações e fotos destacando as condições esquálidas de vida na Inglaterra vitoriana, como uma vestimenta especial criada para evitar o contágio do cólera.

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