Presidente da Síria anuncia libertação de manifestantes

Daraa, terça-feira/Reuters Direito de imagem BBC World Service
Image caption Ativistas convocaram um grande protesto nacional para esta sexta-feira

O presidente sírio, Bashar al-Assad, determinou nesta quinta-feira a libertação de todas as pessoas presas durante os protestos que ocorrem no sul do país.

A decisão é mais uma das demandas dos manifestantes atendida pelo governo, que vem sendo pressionado durante as marchas.

Uma representante de Assad, Bouthaina Shaaban, já havia anunciado que o governo estava considerando colocar em prática uma série de reformas, incluindo o fim ao estado de emergência, em vigor desde os anos 60.

Shaaban também informou que serão levados a julgamento os membros da força de segurança que teriam matado pelo menos 25 manifestantes em Deraa, durante um protesto na quarta-feira.

Surpresa

Segundo a repórter da BBC em Damasco Lina Sinjab, os anúncios surpreenderam muitos analistas. Em 31 de janeiro, Assad havia dito que não havia nenhuma possibilidade de as revoltas políticas que atingiam Tunísia e Egito se espalharem para a Síria.

A repórter afirmou que diviersos ativistas políticos presos nos últimos dias já estavam em libertado, como o renomado escrior local Louay Husein, detido na terça-feira.

Examinar maneiras de acatar as demandas da população de Derra, no sul do país, onde pelo menos 25 manifestantes foram assassinados por forças de segurança na quarta-feira.

Ainda nesta quinta-feira, o governo dos Estados Unidos condenou a repressão aos protestos em Derra.

O porta-voz da Casa Branca, Jay Carcey, qualificou o episódio como “uma ação brutal das forças sírias” e pediu que os responsáveis fossem julgados.

Há relatos de que cerca de 20 mil pessoas compareceram aos funerais das vítimas de Derra e de que houve detenções em massa. O governo isolou a cidade para conter os protestos.

Ativistas usaram as mídias sociais para marcar um grande protesto nacional para esta sexta-feira. E esse, segundo a jornalista da BBC, será um teste para medir até que ponto vão as concessões do governo anunciadas nesta quinta-feira.

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