Oriente médio

Protestos se espalham pela Síria e deixam dezenas de mortos

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Diversas cidades na Síria foram palco de protestos nesta sexta-feira, um dia após o governo acenar com mudanças.

Os manifestantes, que pedem mais liberdade, acusam as forças de segurança do governo de abrir fogo contra as pessoas que participam de marchas pacíficas.

Segundo a organização Anistia Internacional, pelo menos 55 pessoas morreram nesta semana, quando os protestos se intensificaram.

Nesta sexta-feira, cerca de 20 pessoas morreram quando homens armados dispararam contra uma multidão que protestava na cidade síria de Deraa, segundo testemunhas.

Também houve violência na capital, Damasco. Segundo a correspondente da BBC na cidade Lina Sinjab, após um grupo de manifestantes tentar atear fogo na estátua do ex-presidente Hafez Assad, teve início um intenso tiroteio. Três manifestantes teriam sido mortos.

Muitos manifestantes gritavam slogans contra Maher Al-Assad, irmão do atual presidente Bashar Al-Assad, filho de Hafez. Maher é o chefe da guarda presidencial.

Sem medo

Milhares de sírios também protestaram em cidades como Hama, Tall, Latakia e Homs – há relatos de mortes na maioria delas.

Segundo Sinjab, protestos nesta escala são extremamente raros no país e sugerem que a população pode estar perdendo o medo de contradizer o governo.

Protesto em Dael, sexta-feira 25 de março/Reuters

Protestos por liberdade se espalharam por várias cidades sírias

A Síria vive sob estado de emergência desde 1963 e a dissidência política não é permitida.

Em Deraa, a manifestação se misturou com funerais de manifestantes mortos por forças de segurança na quarta-feira, quando pelo menos 25 pessoas teriam sido mortas após autoridades dispararem contra a multidão.

No quinta-feira, o governo havia anunciado que consideraria a introdução de reformas políticas, entre elas a decretação do fim do estado de emergência.

O governo também anunciou a libertação de todos os detidos desde o início dos protestos, na semana passada.

Desafio

Segundo analistas, a onda de protestos em Deraa é um dos maiores desafios enfrentados pelo presidente Bashar Al-Assad desde que ele assumiu o governo, no ano 2000.

Daraa, sexta-feira/Reuters

Imagens de cinegrafista amador mostram os protestos em Deraa

A crise atual começou há uma semana, quando moradores de Deraa protestaram contra a detenção de 15 crianças por terem escrito frases contra o governo em um muro.

Na quarta-feira, as forças de segurança ameaçaram invadir uma mesquita, alegando que ela estava sendo usada por gangues para estocar armas.

Na ocasião, o governo disse que na mesquita havia "crianças raptadas" que estavam sendo usadas como escudos humanos.

Centenas de pessoas reuniram-se então no local para impedir a invasão. Os choques com forças de segurança aumentaram com o cair da tarde, após a chegada de mais pessoas de vilas próximas que foram à Deraa participar dos protestos.

Há relatos de que as forças de segurança dispararam indiscriminadamente contra a multidão, embora o governo tenha negado.

O governo tem atribuído os atos de violência a “desordeiros” que desejam espalhar o pânico entre a população e prometeu investigar as mortes.

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