Caso de ex-jogador acusado de matar três a machadadas não teria relação com estupro, diz polícia

A polícia da África do Sul disse na quinta-feira que não ocorreu nenhum estupro para motivar um ex-jogador da seleção de rúgbi do país a assassinar três pessoas a machadadas.

O ex-atleta, Joseph Ntshongwana, compareceu a uma audiência na quinta, na cidade de Durban.

Segundo informações locais, o atleta, que jogava no time Blue Bulls, campeão nacional de 2010, alegou que a série de ataques teria sido um ato de vingança após sua filha ter sido estuprada por um grupo de homens e contraído HIV, quando a casa da família do ex-jogador foi invadida.

Mas, a polícia de KwaZulu-Natal, em Durban, negou estas alegações segundo o site de notícias sul-africano News 24.

"A investigação provou que não houve estupro. Foram assassinatos com circunstâncias agravantes que só podem estar ligadas a práticas maldosas", disse o coronel da polícia Vincent Mdunge ao site.

De acordo com algumas fontes, o ex-atleta teria um histórico de problemas mentais e, segundo o site News 24, Ntshongwana não tem filhos.

O jornal sul-africano Cape Argus informou que a família de Ntshongwana teria pedido que ele fosse colocado em observação e os advogados solicitariam que ele seja mantido em uma instituição médica para ser avaliado.

O caso será retomado no dia 7 de abril, em uma audiência para decidir sobre uma possível fiança para o ex-atleta.

Os crimes

Na semana passada, ao longo de quatro noites, o ex-jogador teria percorrido de carro regiões pobres localizadas perto de sua casa e atacado, aparentemente de forma aleatória, homens negros que voltavam do trabalho.

No caso da vítima decapitada, a cabeça foi encontrada em uma lata de lixo a quase dois quilômetros de distância.

Uma das vítimas teria sido decapitada e outras, atingidas no pescoço, segundo um homem entrevistado pelo jornal Cape Argus que teria conseguido escapar de um dos ataques.

O entrevistado, Khangelani Mdluli, de 27 anos, contou que foi abordado por um homem que o acusou de ser um estuprador e de ter infectado a sua filha. Mdluli diz que retrucou perguntando quem ele era e quem era a filha dele. Teria sido então que o ex-jogador empunhou o machado.

''Quando o machado veio na direção da minha cabeça, eu desviei e ele raspou em meu estômago'', afirmou.

Em entrevista ao jornal Cape Argus, o porta-voz da polícia local afirmou que quando o ex-jogador foi preso, ele teria sido encontrado com um machado, que seria a suposta arma do crime, e estaria ainda com roupas ensanguentadas e em um carro alugado que pode ter sido o que usou durante a onda de crimes.

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