China

França e Alemanha pedem a libertação imediata de artista chinês

Weiwei costuma apoiar abertamente outros dissidentes

Os governos da França e Alemanha pediram nesta segunda-feira a libertação imediata do artista e dissidente chinês Ai Weiwei, que foi preso em seu país.

Não há notícias sobre o paradeiro de Ai Weiwei desde domingo, quando foi detido no aeroporto de Pequim ao tentar tomar um voo para Hong Kong.

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle, pediu ao governo chinês uma "explicação urgente" sobre o artista.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores francês, Bernard Valero, disse que o país estava "muito preocupado" com o desaparecimento de Ai Weiwei.

"Esperamos que ele seja libertado assim que possível", disse Valero, acrescentando que o governo francês estava acompanhando os acontecimentos "de perto"

As autoridades chinesas não se pronunciaram sobre a detenção do artista, que é conhecido internacionalmente e um dos mais veementes críticos do desrespeito aos direitos humanos na China.

Críticas

O chanceler, que acaba de retornar de uma visita a Pequim e Tóquio, disse que enfatizou, em conversas com líderes chineses, a importância da liberdade de opinião e dos direitos humanos.

"Eu peço uma explicação urgente do governo chinês e espero que Ai Weiwei seja libertado sem demora", ele disse.

A ONG de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional disse que a prisão do artista mostra que "o período para discordância aberta na China chegou ao fim".

A organização qualificou a detenção do artista como "preocupante e sintoma de uma tendência mais ampla, de repressão severa, contra dissidentes no país”.

Prisão Domiciliar

Jennifer Ng, assistente do artista que o acompanhava, também foi detida, mas após a checagem de documentos, ela foi liberada para prosseguir viagem rumo a Hong Kong.

Ela disse à BBC que Ai Weiwei foi levado pela polícia de imigração e que ela recebeu ordens de seguir sozinha.

Mais tarde, policiais invadiram o ateliê do artista em Pequim, confiscando dezenas de objetos e interrogando várias pessoas.

Ai Weiwei ajudou a projetar o estádio principal usado durante as Olimpíadas de Pequim, em 2008.

Seu trabalho costuma ter conotações políticas e ele tende a apoiar abertamente outros dissidentes.

No ano passado, o artista, de 52 anos, foi impedido de viajar ao exterior e, em outra ocasião, ficou sob prisão domiciliar durante um período curto.

Ele tem estado sob vigilância constante e, de acordo com sua assistente, a polícia visitou sua casa três vezes recentemente, levando-o a suspeitar de que seria detido novamente.

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