China eleva novamente taxa de juros para conter inflação

Moeda chinesa (arquivo/Reuters) Direito de imagem REUTERS
Image caption Governo da China tenta frear inflação, que chegou a 4,9%

O Banco Central da China anunciou nesta terça-feira o quarto aumento na taxa de juros em seis meses, em uma tentativa de frear o volume de financiamentos bancários, conter a inflação e evitar um superaquecimento da economia.

Com o aumento de 0,25 ponto percentual, que entra em vigor nesta quarta-feira, a taxa para depósitos de um ano atingiu 3,25% e para empréstimos com o mesmo prazo, 6,31%.

O país está tentando combater a inflação, que atingiu 4,9% em fevereiro em relação ao mesmo mês em 2010. Somente o preço dos alimentos registrou aumento de 11% no período de 12 meses até fevereiro.

Segundo o correspondente da BBC em Pequim Martin Patience, disse que existe o temor de que alta dos preços dos alimentos possa desencadear protestos num país onde as famílias mais pobres já gastam metade do que ganham com comida.

‘Cedo’

Nos últimos seis meses, o governo chinês tomou uma série de medidas na tentativa de conter a alta dos preços, como o endurecimento dos critérios para empréstimos e o aumento dos juros.

O governo também insistiu para que os bancos retenham mais capital, para frear a escalada de empréstimos e financiamentos.

Como já havia feito anteriormente, o Banco Central anunciou o novo aumento dos juros em um feriado nacional, quando a maioria das empresas e mercados está fechada.

Mas, segundo o jornal americano TheWall Street Journal, o momento em que a nova medida foi anunciada surpreendeu alguns analistas.

Citado pelo jornal, o economista Wang Qing, do banco Morgan Stanley, disse que o aumento das taxas foi "mais cedo do que esperávamos, já que prevíamos que ele aconteceria em meio ou junho, quando o índice total da inflação deve aumentar significativamente.

Espera-se que mais medidas de contenção da inflação sejam adotadas nos próximos meses.

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