Polícia vai investigar como atirador do Realengo obteve armas, diz Cabral

Familiares de alunos e jornalistas na entrada da escola Tasso da Silveira Direito de imagem AFP
Image caption Escola seguirá aberta, disse Eduardo Paes

O governador do Rio, Sérgio Cabral, afirmou que as autoridades do Estado irão investigar como o atirador da escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste da capital, conseguiu o armamento usado para matar ao menos 11 pessoas na manhã desta quinta-feira.

“Vamos aguardar as investigações sobre esse psicopata, de onde veio sua experiência com armas e as origens da tragédia”, declarou Cabral em entrevista coletiva no início da tarde.

“Ele estava muito armado (portava duas pistolas, de calibre 32 e 38), e (portava) um cinto de munição usado por profissionais.”

O governador disse também que os funcionários da escola Tasso da Silveira que foram testemunhas da tragédia “estão sendo atendidos do ponto de vista psicológico” e que “temos obrigação de dar solidariedade às famílias dos jovens (vítimas)”.

‘Agradecimento’

Ao seu lado na coletiva, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, pediu um “agradecimento” ao sargento Marcio Alves, policial que estava em uma blitz a dois quarteirões da escola e que disse ter sido abordado na rua por dois jovens feridos pelo atirador.

Ele entrou na escola e disparou contra o atirador, que então, teria cometido suicídio.

“A tragédia teria sido pior se não fosse a ação do militar, que conseguiu impedir a continuação do massacre”, disse Paes.

O prefeito disse que o atirador conseguiu entrar na Tasso da Silveira com facilidade porque era ex-aluno – teria sido identificado por ao menos uma professora - da escola, que está comemorando 40 anos de existência.

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