Nigéria realiza eleição em meio a ataques e atrasos

Nigeriana passa por fila em zona eleitoral em Lagos (Reuters) Direito de imagem BBC World Service
Image caption Nigeriana passa por fila em zona eleitoral em Lagos (Reuters)

A eleição parlamentar teve início neste sábado na Nigéria em uma votação marcada por ataques violentos, atrasos e desorganização.

A votação teve que ser cancelada na semana passada, pois o material eleitoral não chegou a muitas regiões do país.

Neste sábado a operação de segurança é severa depois de episódios esporádicos de violência durante a campanha eleitoral. No entanto, várias pessoas ficaram feridas em uma explosão em uma zona eleitoral no nordeste da Nigéria.

Cerca de 73,5 milhões de nigerianos podem votar e o partido do presidente Goodluck Jones, o Partido Democrático Popular (PDP), tenta manter a maioria do Parlamento do país.

De acordo com a correspondente da BBC na cidade de Lagos Caroline Duffield, os postos de checagem de segurança estão espalhados em todo o país, com muitas cidades desertas, fronteiras fechadas e voos cancelados.

A votação começou por volta das 8h da manhã (horário local), com o registro dos eleitores para evitar irregularidades. Tudo indica que, apesar de alguns atrasos de funcionários da comissão eleitoral, a votação parece mais organizada do que na semana passada.

Cadeiras

Os eleitores nigerianos votam para preencher 360 cadeiras na Câmara Baixa do Parlamento e outras 109 no Senado.

A votação começou no sábado passado e milhões estavam nas filas das zonas eleitorais quando foi descoberto que as cédulas estavam em falta em algumas partes do país, levando a atrasos devido à dificuldade para conseguir mais cédulas.

Foram feitos três anúncios de adiamentos e as eleições presidenciais foram adiadas para o dia 16 de abril e a votação para governadores estaduais, 26 de abril.

Mas, apesar dos atrasos, a correspondente da BBC afirma muitos na Nigéria enxergam as eleições como uma chance para o país deixar para trás os tempos conturbados de fraude eleitoral e violência que marcaram as votações anteriores desde o fim do regime militar em 1999.

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