Líderes africanos vão à Líbia tentar cessar-fogo

Rebelde se arma para enfrentar tropas de Khadafi em Ajdabiya (Foto: Reuters) Direito de imagem BBC World Service
Image caption Rebeldes foram pegos de surpresa por ofensiva em Ajdabiya

Um grupo de cinco líderes africanos, liderado pelo presidente da África do Sul, Jacob Zuma, vai à Líbia neste domingo para se reunir com o líder Muamar Khadafi e com os rebeldes para tentar fechar um cessar-fogo no país.

Fazem parte do grupo, além de Zuma, os presidentes da República Democrática do Congo, da Mauritânia, do Mali e de Uganda.

O grupo deve se reunir com Khadafi na capital, Trípoli, e então se dirigir a Benghazi, onde vão se encontrar com representantes do movimento rebelde.

A União Africana pediu o fim imediato dos confrontos na Líbia e propôs um período de transição para implementar reformas políticas no país.

Um porta-voz dos rebeldes afirmou que o acordo deve incluir a saída do poder de Khadafi e seus filhos.

Mas, de acordo com o correspondente da BBC em Benghazi Jon Leyne, no momento não há sinais de que governo e rebeldes sintam a necessidade de se comprometer com um cessar-fogo.

Confronto em Ajdabiya

Pelo segundo dia a cidade de Ajdabiya enfrenta confrontos violentos entre as forças do líder Muamar Khadafi e os rebeldes neste domingo.

Ajdabiya é a última cidade controlada pelos rebeldes no leste antes de se chegar ao bastião rebelde de Benghazi e está em um ponto estratégico, que dá acesso à grandes áreas controladas pelos rebeldes.

De acordo com Jon Leyne, as forças do governo realizaram novos ataques, vindas do deserto. Os combatentes rebeldes afirmam que estão retomando o controle da cidade.

Neste domingo foram ouvidas grandes explosões na cidade e disparos de artilharia pesada.

A Otan (aliança militar ocidental), por sua vez, informou neste domingo que suas aeronaves conseguiram destruir 15 tanques do governo que cercavam a cidade de Misrata, no oeste da Líbia.

Trinta e quatro nações estão envolvidas nas operações internacionais na Líbia, atualmente comandadas pela Otan. De acordo com a resolução da ONU, a missão é proteger civis.

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