Suposto sequestrador de Ingrid Betancourt morre em combate

AP
Image caption Ex-candidata foi solta em julho de 2008, após ficar seis anos em cativeiro

As Forças Armadas da Colômbia afirmaram nesta segunda-feira que um dos guerrilheiros acusados de sequestrar a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt foi morto na província de Caquetá, no sul do país.

Autoridades militares colombianas afirmam que seis membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) morreram em combate na região. Uma rebelde ferida está se recuperando em um hospital, segundo o Exército.

Entre os mortos, estaria o combatente conhecido como "Diomedez", procurado pela acusação de ter participado do sequestro de Betancourt, em fevereiro de 2002, quando a então senadora fazia campanha eleitoral.

A ex-candidata foi libertada em julho de 2008, juntamente com outras 15 pessoas, na chamada "Operação Xeque-Mate" do Exército colombiano, na qual as Farc foram levadas a entregar os reféns a soldados disfarçados de agentes humanitários.

A operação foi supervisionada pelo então presidente colombiano, Álvaro Uribe, com a cooperação dos presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da França, Nicolas Sarkozy.

Além de ter matado os rebeldes, o Exército diz ter apreendido armas, material de propaganda e equipamentos de comunicação na área de floresta densa onde o combate foi realizado.

Em fevereiro, mais dois reféns das Farc foram resgatados por uma missão humanitária, com ajuda do governo brasileiro.

Já em março, 23 homens que trabalhavam para uma empresa canadense de exploração de petróleo foram sequestrados no leste da Colômbia, em uma ação atribuída às Farc. O governo conseguiu resgatar 21 integrantes do grupo.

Diálogo

A Colômbia vive a expectativa de um diálogo que leve ao fim do conflito entre governo e as Farc, que dura mais de seis décadas.

A guerrilha diz estar disposta a um "diálogo político", enquanto o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, já afirmou que não haverá negociação se as Farc não abandonarem "o sequestro, terrorismo e práticas de extorsão".

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