Cultura

Expressionismo 'tropical' de Goeldi ganha exposição em Londres

GALERIA DE FOTOS: OSWALDO GOELDI EM LONDRES

  • Briga de Rua, Oswaldo Goeldi, 1926 (Divulgação)
    A Embaixada do Brasil em Londres apresenta a partir de 15 de abril até 13 de maio a exposição com 22 xilogravuras do artista plástico Oswaldo Goeldi (1895-1961). Acima, 'Briga de Rua', de 1926
  • Céu Vermelho, Oswaldo Goeldi, (Divulgação)
    A exposição 'Oswaldo Goeldi: Cena Urbana' revela, segundo a embaixada, uma 'visão subterrânea das cenas urbanas da cidade do Rio de Janeiro' no século 20. Acima, 'Céu Vermelho'
  • Céu Vermelho 2, Oswaldo Goeldi, 1950 (Divulgação)
    A exposição de ocorre depois do núcleo especial dedicado a Goeldi na 29ª Bienal de São Paulo, em 2010, e celebra o artista no ano do 50º aniversário de sua morte. Acima, 'Céu Vermelho 2', 1950
  • Chuva, Oswaldo Goeldi, 1957 (Divulgação)
    Goeldi mostra uma realidade longe dos cartões-postais, em tons sombrios marcados pelo preto e vermelho, lembrando os expressionistas alemães. Acima, 'Chuva', de 1957
  • Sem Título, Oswaldo Goeldi, ilustração impressa após sua morte em 1972 (Divulgação)
    Goeldi estudou na Escola de Artes e Ofícios de Genebra. Nesta época ele teve contato com o artista plástico Alfred Kubin, ilustrador e expressionista austríaco. Acima, 'Sem Título'
  • Silêncio, Oswaldo Goeldi, 1957 (Divulgação)
    Em 1921, Goeldi faz uma exposição no Liceu de Artes de Ofícios do Rio de Janeiro. A partir daí, o artista começa a fazer ilustrações para revistas e inicia seus estudos de gravura. Acima, 'Silêncio', 1957
  • Solitário, Oswaldo Goeldi, 1929 (Divulgação)
    A obra de Goeldi é marcada pelas ilustrações de livros como Canaã, de Graça Aranha. Em 1930 chegou a fazer um álbum com dez gravuras e prefácio de Manuel Bandeira. Acima, 'Solitário', de 1929
  • Jardim Tropical, Oswaldo Goeldi, 1929 (Divulgação)
    Entre outras ilustrações famosas do artista para livros está a que fez para Ressurreição da Casa dos Mortos, e O Idiota, ambos de Dostoievski e Carlinhos, de Villegas Lopes. Acima, 'Jardim Tropical', 1929
  • Casario Abandonado, Oswaldo Goeldi, 1929 (Divulgação)
    Em 1951, Goeldi participa da 1ª Bienal de São Paulo e ganha o 1º Prêmio da Gravura Nacional e, durante sua vida, fez exposições no Brasil e outros países. Acima, a obra 'Casario Abandonado', de 1929
  • Caminho Abandonado, Oswaldo Goeldi, 1930 (Divulgação)
    Um ano antes de sua morte, o artista ilustra o livro Mar Morto, de Jorge Amado, e ganha o primeiro prêmio internacional de gravura da 2ª Bienal Americana do México. Acima, 'Caminho Abandonado', 1930

Uma galeria em Londres inaugura nesta quinta-feira uma exposição dedicada à obra do expoente do expressionismo no Brasil Oswaldo Goeldi (1895-1961).

Com 22 xilogravuras, a exposição, intitulada Oswaldo Goeldi: Cenas Urbanas revela, segundo os organizadores, uma "visão subterrânea das cenas urbanas da cidade do Rio de Janeiro e pessoas anônimas" no século 20.

"Um mundo sombrio, assombrado e inesperado", diz o curador da mostra na Gallery 32, nas dependências da Embaixada Brasileira, Paulo Venâncio Filho, que descreve Goeldi como um "poeta da dor".

O contraste em preto e branco nas xilogravuras e a desolação que esses trabalhos evocam denotam uma imagem singular do Brasil, bem distante da imagem usual de país alegre, colorido e extrovertido.

A exposição - que se segue à criação de um núcleo especial dedicado ao trabalho de Goeldi na 29ª Bienal de São Paulo, em 2010 - celebra o artista no ano em que se completa o 50º aniversário de sua morte.

Brasil - Europa

Nascido no Rio, Goeldi passou a infância em Belém, no Pará, antes de sua família se mudar para a Suíça.

Depois da morte de seu pai, o naturalista suíço Émil Goeldi, em 1917, Oswald se matriculou na Escola de Artes e Ofícios de Genebra, onde estudou por seis meses. Nesta época ele teve contato com o artista plástico Alfred Kubin, ilustrador e expressionista austríaco.

Em 1919 o artista voltou ao Brasil, realizou sua primeira exposição e passou a entrar em contato com figuras proeminentes do Modernismo, como Manuel Bandeira e Di Cavalcanti.

Mais tarde, Goeldi começa a fazer ilustrações para revistas e livros como Canaã, de Graça Aranha, ou O Manque, de Benjamin Costallat. Em 1930 chegou a fazer um álbum com dez gravuras e prefácio de Manuel Bandeira.

Entre outras ilustrações famosas do artista para livros está a que fez para Ressurreição da Casa dos Mortos, e O Idiota, ambos de Dostoiévski e Carlinhos, de Villegas Lopes.

Em 1951, Goeldi participou da 1ª Bienal de São Paulo e ganha o 1º Prêmio da Gravura Nacional.

Durante sua vida, Goeldi fez várias exposições individuais no Brasil e em outros países. Um ano antes de sua morte, o artista ilustrou o livro Mar Morto, de Jorge Amado, e ganhou o primeiro prêmio internacional de gravura da 2ª Bienal Americana do México.

A exposição fica em cartaz até 13 de maio.

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