Mubarak sofre ataque cardíaco e é hospitalizado

Mubarak/AP Direito de imagem AFP
Image caption Mubarak teria se recusado a comer e beber durante o interrogatório

O ex-presidente do Egito Hosni Mubarak foi levado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na noite desta terça-feira, após sofrer um ataque cardíaco, segundo a imprensa local.

Ele foi hospitalizado no balneário de Sharm El-Sheikh, no nordeste do país, depois de passar mal durante um interrogatório sobre corrupção e violação dos direitos humanos em seu governo (1981-2011).

Mubarak também foi questionado por promotores acerca da morte de centenas de manifestantes durante os protestos que levaram à sua saída após 30 anos de poder, em 11 de fevereiro.

O diretor do hospital afirmou que a situação de Mubarak, de 82 anos, era “quase estável”.

Segundo a TV estatal, funcionários do hospital disseram que o ex-presidente vinha se recusando a comer e a beber desde o início do interrogatório, no domingo.

Alemanha

A correspondente da BBC no Cairo Yolande Knell disse que um pedido dos médicos de Mubarak para levá-lo à Alemanha para tratamento teria sido negado pelas autoridades.

Após os protestos que forçaram sua renúncia, o ex-presidente e sua família foram proibidos de deixar o país.

No ano passado, ele se submeteu a uma cirurgia na vesícula biliar na cidade alemã de Heidelberg e há rumores, negados por seus auxiliares, de que a saúde do ex-presidente teria permanecido frágil desde então.

De acordo com a estatal TV Nilo, há uma grande confusão dentro do hospital e apenas a entrada de pacientes graves é permitida. Também há relatos de protestos diante do hospital.

Em uma mensagem gravada no domingo, Mubarak quebrou o silêncio de quase dois meses dizendo que sua reputação e a de seus filhos havia sido prejudicada e que ele lutaria para limpar o nome da família.

Desde que deixou o poder, o ex-presidente passou a viver em Sharm El-Sheikh e vem adotando uma postura discreta desde então, evitando declarações em público sobre a situação atual do país.

Leia mais na BBC Brasil: Mubarak nega corrupção em primeiro pronunciamento desde renúncia

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