Otan pede mais aviões para combater regime de Khadafi

Jato usado pela Otan na missão militar na Líbia Direito de imagem AP
Image caption Otan diz que precisa de mais aviões sofisticados para a ofensiva

O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, pediu nesta quinta-feira aos países-membros “alguns aviões a mais” para os ataques na Líbia.

Durante uma reunião com ministros do Exterior dos países da aliança, realizada em Berlim, Rasmussen disse que mais aeronaves sofisticadas são necessárias para realizar ataques com mais precisão, num momento em que a aliança sofre pressão para, ao mesmo tempo em que tenta evitar a morte de civis, ampliar suas ações no país africano.

Rasmussen disse que não recebeu ofertas de mais jatos vindas de nenhum membro da Otan, mas que “estava confiante” que isso aconteceria.

“Agora que (as forças do regime líbio) escondem suas armas em áreas densamente povoadas, para evitar a morte de civis precisamos de equipamentos sofisticados. Então, precisamos de alguns jatos de precisão a mais”, declarou.

À imprensa, o secretário-geral disse que a Otan continuaria a atacar as forças do líder líbio Muamar Khadafi “dia a dia, ataque por ataque”.

Enquanto isso, a Grã-Bretanha e a França têm tentado persuadir os demais membros da aliança a aumentar sua ajuda à missão na Líbia, para intensificar os ataques aéreos contra as forças de Khadafi, relata o correspondente de assuntos diplomáticos da BBC James Robbins.

A missão na Líbia não é uma unanimidade dentro da aliança: a Turquia e a Alemanha se opuseram à ação militar contra as forças de Khadafi.

A Espanha disse que continuará a fornecer apoio logístico, mas não se envolverá diretamente nos ataques.

‘Apenas assistir’

No mesmo encontro, Rasmussen disse que a Otan não iria “apenas assistir um regime desacreditado atacar sua população com tanques, foguetes e franco-atiradores".

"Todos nós concordamos que temos a responsabilidade de proteger a população líbia de um ditador brutal. A ONU deu um mandato claro para isso.”

Direito de imagem BBC World Service
Image caption Rasmussen disse que não recebeu ofertas de mais aviões

"Será mantido o ritmo forte das operações contra alvos legítimos", agregou.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que a Otan - que assumiu o comando da ofensiva após esta ser iniciada por Estados Unidos, França e Grã-Bretanha - deve manter sua determinação e unidade contra o governo de Khadafi.

"Precisamos ver Khadafi deixar o poder. Somente então uma transição viável pode avançar", disse ela.

Os Estados Unidos afirmaram que continuam participando dos ataques aéreos à Líbia, apesar de terem reduzido sua participação na operação desde o início da ofensiva.

A TV estatal líbia disse que aviões da Otan lançaram nesta quinta-feira ataques sobre a capital do país, Trípoli, mas afirmou que não houve vítimas.

Nesta quinta-feira, tropas leais a Khadafi lançaram um forte ataque à cidade portuária de Misrata, a única parcialmente controlada por rebeldes no oeste líbio.

O número de vítimas na ofensiva em Misrata não foi confirmado de forma independente, mas fontes rebeldes falam de dezenas.

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